Informação Diária de Mercados

ANÁLISE DE MERCADOS FINANCEIROS

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Ontem: “Tendência mais vulnerável, mas nada de grave.”

Arrancamos o dia com maus dados na China (Produção Industrial +4,7% vs +5,4% esperado; Vendas a Retalho +7,2% vs +7,8% esperado; Investimento em Ativos Fixos +5,2%, mínimo de 1998) e isso deverá impactar a evolução dos mercados ao longo da sessão de hoje. A Alemanha “escapou” à recessão técnica (+0,1% vs -0,1% est. vs -0,2% no 2T) e o PIB da UE saiu melhor que o esperado (+1,2% vs +1,1% est.). Isto deveria ter ajudado as bolsas europeias, mas não foi suficiente porque à tarde, nos EUA, os dados de desemprego semanal alcançaram um máximo de 5 meses e a Cisco publicou resultados fracos, contagiando as tecnológicas. Ainda assim as quedas foram muito ligeiras, tendo em conta tudo isto e o facto da “fase I” do acordo comercial não se ter materializado. Em suma, a tendência do mercados tornou-se algo mais vulnerável, mas nada de grave.

 

Hoje: “Reação contrária: provável subida ligeira.”

Hoje as bolsas deverão inverter a tendência mais vulnerável mostrada ontem. Esperamos uma valorização sincronizada das bolsas e obrigações, em conjunto com uma depreciação do iene (119,7/€ vs 119,5/€), após os comentários de ontem por parte de Kudlow (assessor da Casa Branca), afirmando que prosseguem os avanços com a China. Precisamente ontem as bolsas caíram por não se ter concretizado nada sobre este assunto, após várias semanas de expectativas elevadas. Como hoje as declarações do lado americano apontam na direção contrária, as bolsas também deveriam reverter as quedas de ontem.
Esta hipotética tendência mais positiva consolidará ou não dependendo de como saiam as Vendas a Retalho nos EUA (13:30), que se espera que sejam razoavelmente boas (+0,2% vs -0,3% anterior; m/m). Caso cumpram com as expectativas, podemos dar como certo um fecho positivo da semana para as bolsas. Caso contrário, Wall Street irá tender a estabilizar pela tarde, mas provavelmente sem chegar a cair. Não nos devemos esquecer que o S&P500 ontem alcançou um novo máximo de 3.096,63 pontos… Europa fraqueja, mas os Estados Unidos continuam muito sólidos… e o mercado americano continua a ser o motor global. Reafirmamos a nossa recomendação desde, pelo menos, dezembro de 2018: continuar expostos a bolsas, sobretudo americanas.

 

Última atualização: 15-11-2019, às 09:30