Informação Diária de Mercados

ANÁLISE DE MERCADOS FINANCEIROS

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Ontem: “Correções generalizadas, persiste a necessidade de conter a inflação”

Os mercados de ações voltaram a sofrer correções generalizadas (EuroStoxx50 -1,69%, S&P500 -2,11% e mais acentuada o Nasdaq100 -2,9%). A leitura das referências macro de ontem apoia que os bancos centrais continuem a sua luta para travar a inflação. Na Europa, os dados da inflação na Alemanha atingiram valores máximos desde a entrada do Euro, 10% YoY (devido ao fim das medidas temporárias contra a inflação). Por outro lado, o movimento de descida foi consolidado pelos dados americanos, que mostraram a solidez do Consumo e do Emprego (Consumo +2% QoQ anualizado e Pedidos Semanais de desemprego +193k, mínimos desde abril), enquanto o deflator do PIB aumentou para 9% (vs 8,9% preliminar e de +8,3% no 1T de 2022). Com estas expetativas, os mercados de obrigações mantiveram a tendência de subida das yields (Bund 2,178%, +6 p.b. e obrigações do tesouro americanas 3,789%, +5,6 p.b.). O Euro recuperou para 0,98EUR/USD. A Libra recuperou para 0,88EUR/GBP, após a Primeira-Ministra ter declarado que vai reunir com o Gabinete de Responsabilidade Orçamental antes de apresentar a proposta fiscal.

Hoje: “Pontos-chave: IPC Europeu e Deflator do PCE americano.”

As referências da inflação vão continuar a definir a tendência dos mercados. O IPC da Zona Euro poderá aumentar para 9,7% YoY em set. (de 9,1% YoY), após a surpresa negativa da Alemanha. Nos EUA, serão duas as referências, a mais relevante o Deflator subjacente do PCE, que poderá aumentar uma décima (para 4,7%) e, em menor medida, as expetativas da inflação da Univ. de Michigan, que no dado preliminar tinham descido (a 1 ano duas décimas, para 4,6%, e a 5-10 anos uma décima, para 2,8%). Nesta madrugada, a Índia subiu as taxas de juro (+50 p.b., para 5,9%) e os dados da China foram mistos (Caixin abaixo de 50), o que manteve a tendência de baixa dos mercados. Na jornada de hoje, poderemos assistir a novas descidas para terminar a semana, salvo surpresa muito positiva do IPC americano ou do Deflator do PCE americano.