ANÁLISE DE MERCADOS FINANCEIROS

Estratégia de Investimento Trimestral
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“Polarização e imprevisibilidade. Desaceleração, mas não recessão. Bancos centrais e governos dão suporte à economia.”

Bancos centrais e governos em resgate do ciclo económico, embora não pareça. Uma das principais diferenças do atual ciclo de expansão face aos anteriores é o facto dos bancos centrais terem alterado o seu papel de “polícias” da inflação para promotores da mesma… e promotores do próprio crescimento económico. E já demonstraram que estão dispostos a tudo para consegui-lo, pelo que não devemos duvidar deles. Nunca nos devemos “meter à frente de um banco central”. Além disso, agora que as suas medidas de política monetária parecem menos eficazes, os governos começam a ver-se pressionados para atuar com políticas fiscais e orçamentais expansionistas. E também não nos parece muito inteligente enfrentarmos os governos, principalmente se estes atuarem em conjunto com os bancos centrais.
A realidade é que efetivamente as coisas caminharão mais lentamente: o crescimento económico, os resultados das empresas e, consequentemente, as bolsas. Contudo não devemos esquecer a lógica do défice de alternativas, neste novo mundo caracterizado pela ausência de inflação, taxas de juro zero ou negativas e crescimento anémico. A enorme liquidez disponível continuará assim a dirigir-se para os ativos que ainda oferecem um retorno suficiente: ações. Pelo menos enquanto o ciclo económico não se deteriorar gravemente e os resultados empresariais continuarem a crescer de forma decente. E isso ainda não aconteceu, nem é provável que aconteça.
 

Data de publicação do relatório: 08/10/2019