ANÁLISE DE MERCADOS FINANCEIROS

Estratégia de Investimento Trimestral

Com as informações de mercados e produtos elaboradas pelos nossos Analistas, terá ao seu dispor as ferramentas de análise e informação imprescindível.

Melhor do que parece, mas mais lento do que se espera. Ciclo expansivo, mas inflação rebelde. Descida de taxas de juros, mas não de imediato.

 

  1. As 3 chaves básicas continuam a ser a inflação/taxas de juros, crescimento económico e expetativas.- Em termos gerais, acreditamos que as taxas de juros baixarão mais tarde e menos do que geralmente se pensa. Com sorte, a Fed poderá adiantar-se ao resto dos bancos centrais e aplicar uma primeira descida em setembro, embora seja arriscado, porque as eleições são no dia 5 de novembro e poderá ser interpretado como chave política. Esse evento complica tudo. De facto, é o principal fator de risco para 2024.

 

  1. Ciclo expansivo, sólido nos EUA e fraco na Europa. Mas expansivo. Com o euro a valorizar-se ligeiramente e os preços imobiliários a corrigirem-se, aproximadamente, -2% em Espanha e Portugal.- As bolsas estão a ser apoiadas pela recuperação dos resultados corporativos, após um 2023 quase plano, sólido emprego, crescimento suficiente, embora não generoso, e taxas de juros em baixa, seja qual for o timing para a sua materialização. Aliás, o euro será valorizado face ao dólar (1,10/1,15), porque o BCE baixará taxas de juros um pouco depois e menos do que a Fed.

 

  1. O rally de mercado do 4T 2023 pode derivar numa fase de ajuste em 2024, após um arranque de ano provavelmente bom.- Continuamos num contexto simultaneamente favorável para bolsas e obrigações, iniciado em 2023. Estimamos potenciais de revalorização atrativos (aproximadamente, +15% tanto para o EuroStoxx-50, como para o S&P500), que apoiam as bolsas para 2024, inclusive apesar do seu rally durante o 4T de 2023. Os ajustes geram oportunidades, sempre que o ciclo económico seja expansivo, como continuamos convencidos que, efetivamente é.