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Como Organizar as finanças antes das férias: guia prático para viajar sem stress
12.03.2026
Escrito por: Bankinter Portugal
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Abrir ContaOrganizar as finanças deve ser uma prioridade nos 365 dias do ano. Mas considerando que as férias são um dos momentos mais esperados do ano, resolvemos dar-lhe uma atenção especial.
Segundo os especialistas do Bankinter, em muitos orçamentos, as férias podem ser uma das principais fontes de desequilíbrio financeiro. Isso deve-se, muitas vezes, à falta de planeamento, despesas subestimadas e/ou ao uso excessivo do cartão de crédito.
Para evitar que as férias se transformem num problema financeiro nos meses seguintes, dizemos-lhe como deve organizar as suas finanças antes das férias sem ter de abdicar de viajar! Trata-se, sim, de aprender a gastar melhor, com mais controlo e previsibilidade. Vamos a isto: ainda mais 2026 está forte em feriados! Por isso, aproveite bem!
1. Definir um orçamento realista antes de marcar férias
O primeiro passo é simples: definir um orçamento máximo para as férias. Este valor deve ser compatível com o seu rendimento mensal e também com as despesas fixas que continuará a ter. Afinal, pode ir para longe de casa, mas os gastos mantêm-se - falamos aqui da renda, hipoteca do Crédito Habitação, seguros, contas da luz e da água, etc.).
Exemplo prático: Um agregado com rendimento líquido mensal de 2.400€ e despesas fixas de 1.600€ dispõe de cerca de 800€ mensais livres. Se as férias custarem 2.000€, o ideal é que esse valor seja resultado de poupança prévia, não de endividamento.
2. Antecipar todas as despesas (não só viagem e alojamento)
Outro erro comum na hora de planear as férias é considerar apenas o custo do transporte e do alojamento. Assim sendo, deve incluir no planeamento, outros gastos como:
- Alimentação fora de casa;
- Transportes locais;
- Combustível (e considere o custo local, caso vá de ferias fora do país);
- Portagens e estacionamento;
- Atividades, bilhetes e outras experiências;
- Compras.
Simulação realista: Um casal está a planear umas férias de 7 dias para o norte de Portugal. No seu orçamento inicial contam gastar com 900€ para o alojamento e cerca de 180€ em combustivel e portagens. Isto daria um total de 1080€. Mas quando, de forma realista, juntam outros gastos (cerca de 400€ em alimentação para os dois, 250€ para atividades extras e 50€ para compras para familiares e amigos, o orçamento sobe consideravelmente passando para um total real de 1830 (versus os 1080€ inicialmente considerados).
3. Criar uma “almofada financeira” antes de viajar
Garantir as férias, deve passar também por garantir uma margem de segurança financeira. É aqui que entra a “almofada financeira” que mais não é do que poupança que serve para cobrir imprevistos durante a viagem ou despesas inesperadas após o regresso.
Assim sendo, aconselhamos-lhe a ter pelo menos 1 mês de despesas fixas disponíveis e a evitar viajar com a conta a zero. Ou seja: se as suas despesas fixas mensais forem 1.500€, esse deve ser o valor mínimo que fica intocado na conta à ordem.
4. Usar cartões com estratégia (e não por impulso)
Sem dúvida que o uso do cartão de crédito permite facilitar os pagamentos. Porém, podem criar uma falsa percepção de controlo. Assim sendo, antes de viajar, confirme sempre:
- Os limites do seu cartão de débito e/ou crédito;
- Se há comissões no estrangeiro (e o valor) e as
- Taxas de câmbio (se aplicável)
Faça as contas: Vamos imaginar que, durante as férias, tem um gasto de 1.500€ a crédito. Esse valor pago em 12 meses com juros pode facilmente ultrapassar os 1.700€ ou até mais. Em vez de pagar o crédito, pense como pode, antes, usar esse valor nas próximas férias!
5. Automatizar poupança para férias futuras
Estamos a falar como se, no dia a dia, entre todas as contas e despesas, fosse fácil poupar para umas merecidas férias. Sabemos que não é!
Por isso, se mesmo contando com o subsídio de férias, sente dificuldade em pagar as férias, a solução passa por planear com antecedência. O que lhe parece criar uma poupança automática mensal?
6. Rever subscrições e despesas invisíveis para poupar para as férias
Uma dica de poupança útil é rever aquelas despesas que muitas vezes passam despercebidas e que são pagas como débitos diretos. Falamos, por exemplo, de:
- Serviços de streaming não utilizados (estes renovam-se automaticamente e o seu pagamento é feito duretaneer da sua conta).
- Apps e outros serviços digitais.
- Ginásios ou subscrições temporariamente dispensáveis
Suposição: Se com esta “limpeza” conseguir eliminar entre 30€ a 50€ por mês, no fim do ano, isto pode representar uma poupança de mais de 360€ por ano, um valor bem simpático que pode usar para cobrir gastos das férias.
7. Organizar as poupanças também significa poupar nas férias
Obviamente que as férias são um momento de relax e tranquilidade. Porém, há também formas de poupar nas férias e puder desfrutar sem ter de se endividar ou ter de fazer grandes esforços financeiros. Eis algumas dicas:
- Evite ir de férias na época alta (sai sempre mais caro);
- Sobretudo viagens internacionais, reserve com o máximo antecedência para conseguir viagens mais baratas.
- Para conseguir comprar voos baratos (ou de outro meio de transporte), compare sempre os horários e as ofertas das diversas empresas de transporte.
- O mesmo com a hospedagem. E faça o mesmo no que toca à alimentação, pois pode compensar pagar um pouco mais por um quarto com pequeno-almoço do que ter de comer fora.
- Liste as atrações do seu interesse e confirme online se há horários gratuitos ou se pode reivindicar descontos nas entradas (por exemplo: descontos para estudantes, seniores, para crianças, etc.).
- Use e abuse das apps para férias para organizar bem a sua viagem e poupar em combustível, portagens, gastos de saúde, etc.)
Viajar com as finanças organizadas permite-lhe aproveitar as férias com tranquilidade, sem receio do extrato bancário no regresso. Um bom planeamento financeiro não limita a experiência, protege-a. Portanto, antes de marcar férias, pergunte-se:
- “Consigo pagar as férias sem recorrer a crédito?”
- “Tenho margem para imprevistos?”
- “Este gasto não vai comprometer os meses seguintes?”