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10 mitos e dúvidas sobre crédito habitação: o que é preciso para fazer um crédito habitação?

10.08.2026

Escrito por: Bankinter Portugal

Comprar casa continua a ser um dos maiores objetivos financeiros para muitas famílias. No entanto, o processo de contratação de um crédito habitação levanta inúmeras questões, especialmente para quem está a avançar pela primeira vez.

Desde o valor de entrada até aos diferentes tipos de taxa de juro, existem vários aspetos que podem influenciar a decisão final e o custo do financiamento.

Para ajudar a esclarecer algumas das dúvidas mais comuns, reunimos 10 questões frequentemente pesquisadas por quem procura saber o que é preciso para fazer um crédito habitação.

1. Qual é o valor de entrada para um crédito habitação?

Um dos mitos mais comuns é acreditar que o banco financia sempre a totalidade do valor do imóvel.

Na maioria das situações, o comprador necessita de dispor de capitais próprios para suportar uma parte da aquisição, uma vez que o financiamento é normalmente calculado sobre uma percentagem do valor de avaliação ou de compra do imóvel.

Além da entrada, é importante considerar outras despesas associadas ao processo, como impostos, escritura e registos.

Dica: Antes de começar a procurar casa, é aconselhável criar uma poupança destinada a cobrir estes custos iniciais.

2. Quanto pago pela amortização parcial antecipada no crédito habitação?

Muitas pessoas acreditam que amortizar antecipadamente um crédito habitação é sempre gratuito.

Na realidade, podem existir comissões associadas à amortização antecipada, dependendo das características do contrato e do tipo de taxa contratada.

A amortização parcial permite reduzir o capital em dívida e, consequentemente, os juros futuros. No entanto, antes de avançar, é importante avaliar o impacto financeiro da operação.

Dica: Solicite sempre uma simulação para perceber a poupança potencial e os custos envolvidos.

3. Quanto tempo demora desde a aprovação do crédito habitação?

Não existe uma resposta única. O prazo pode variar consoante vários fatores:

  • Rapidez na entrega da documentação;
  • Complexidade da análise financeira;
  • Tempo necessário para a avaliação do imóvel;
  • Processos administrativos associados à escritura.

Embora algumas fases possam decorrer rapidamente, o processo completo pode exigir várias semanas, ou até meses.

Dica: Ter todos os documentos organizados desde o início ajuda a evitar atrasos desnecessários.

4. Como escolher entre taxa fixa, variável ou mista no crédito habitação?

Esta é uma das decisões mais importantes de todo o processo.
Taxa variável
A prestação acompanha a evolução do indexante de referência, como a Euribor.
Taxa fixa
Com a taxa fixa, a prestação mantém-se constante durante o período contratado.
Taxa mista
Combina um período inicial de taxa fixa seguido de uma fase de taxa variável.

Não existe uma solução universalmente melhor. A escolha depende do perfil financeiro, da tolerância ao risco e das expectativas em relação à evolução das taxas de juro.

Dica: Mais importante do que procurar a taxa mais baixa é escolher uma solução adequada ao orçamento familiar.

5. O que significa CH em crédito habitação?

Quem pesquisa soluções de financiamento encontra frequentemente a sigla CH.

De forma simples, CH significa Crédito Habitação.

A expressão é utilizada por bancos, intermediários de crédito e comparadores financeiros para identificar produtos destinados à aquisição, construção ou transferência de habitação.

Dica: Familiarizar-se com os principais conceitos financeiros ajuda a interpretar melhor propostas e simulações.

6. Quais os cuidados a ter ao fazer um segundo crédito habitação?

Ter um crédito habitação em curso não impede necessariamente a contratação de um segundo.
No entanto, a capacidade financeira disponível passa a assumir ainda maior importância.

Alguns dos aspetos analisados são:

  • Taxa de esforço global;
  • Rendimentos do agregado;
  • Estabilidade profissional;
  • Histórico de crédito;
  • Capitais próprios disponíveis.
Mito: Ter já um crédito habitação não significa automaticamente que um segundo pedido será recusado.
Dica: Antes de avançar, é fundamental avaliar o impacto das duas prestações no orçamento mensal.

7. Vale a pena pagar o crédito habitação mais depressa ou manter o dinheiro investido?

Esta é uma das dúvidas mais frequentes entre quem já possui crédito habitação.

A resposta depende de vários fatores:

  • Taxa de juro do financiamento;
  • Rentabilidade potencial dos investimentos;
  • Perfil de risco;
  • Objetivos financeiros de longo prazo.

Para algumas pessoas, reduzir a dívida pode trazer maior tranquilidade financeira. Para outras, poderá fazer sentido manter uma parte da liquidez investida.

Dica: A decisão deve ser analisada de forma individual e enquadrada num plano financeiro global.

8. É possível conseguir 100% de financiamento no crédito habitação jovem?

Muitas pesquisas relacionadas com o crédito habitação jovem estão associadas à possibilidade de obter financiamento total.


Contudo, as condições de financiamento dependem das regras em vigor, das características do imóvel e da análise realizada pela instituição financeira.


Além disso, podem existir medidas públicas de apoio destinadas a facilitar o acesso dos jovens à habitação.

Dica: Antes de iniciar o processo, vale a pena confirmar quais os apoios e condições em vigor no momento da candidatura.

9. É melhor pedir crédito habitação para compra de casa e obras ao mesmo tempo ou separar os financiamentos?

A resposta depende da dimensão das obras e da situação financeira de cada comprador.

Em determinadas situações, pode ser possível integrar os custos das obras no financiamento associado à aquisição do imóvel.

Noutros casos, poderá fazer sentido recorrer a soluções distintas.

Alguns fatores a considerar incluem:

  • Montante total necessário;
  • Tipo de obras a realizar;
  • Condições de financiamento disponíveis;
  • Prazo pretendido para reembolso.
Dica: Comparar diferentes cenários permite avaliar qual a solução mais eficiente do ponto de vista financeiro.

10. Como conseguir crédito habitação sendo jovem e com rendimentos baixos?

Ser jovem ou estar numa fase inicial da carreira não significa necessariamente que o acesso ao crédito habitação seja impossível.

As instituições financeiras analisam diversos fatores além do rendimento mensal:

  • Estabilidade profissional;
  • Evolução da carreira;
  • Taxa de esforço;
  • Histórico financeiro;
  • Valor da entrada disponível;
  • Existência de fiadores, quando aplicável.
Mito: Apenas quem tem salários elevados consegue obter crédito habitação.
Dica: Melhorar a capacidade de poupança e reduzir encargos existentes pode reforçar o perfil financeiro perante a instituição bancária.

Resumindo…

Pedir um crédito habitação é uma decisão que pode acompanhar uma família durante várias décadas. Por isso, compreender conceitos, esclarecer dúvidas e desmontar mitos é essencial para tomar decisões informadas.

Desde o valor de entrada até à escolha entre taxa fixa, variável ou mista, cada detalhe pode ter impacto no orçamento futuro. Quanto maior for o conhecimento sobre o processo, maior será a capacidade para encontrar uma solução ajustada às necessidades de cada comprador.

Afinal, o primeiro passo para comprar casa não é assinar o contrato de crédito: é estar bem informado.