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Estratégia de investimento semanal (16 Agosto)

16.08.2021

Escrito por: Bankinter Portugal

Entramos agora no que poderá ser descrito como uma semana totalmente de verão, na qual os volumes de negociação serão ainda mais reduzidos. No entanto, em termos micro, a semana poderá ser mais ativa do que o esperado. Nos EUA, serão publicados os resultados dos grantes retalhistas como a Walmart, a Target ou a Lowe’s, enquanto que a Nvidia ou a Applied Materials encerrarão a campanha de resultados do setor tecnológico. Ambas são empresas de semicondutores, o nicho do setor que mais nos agrada e que continuamos a recomendar. No conjunto, o EPS médio do S&P500 avança +94,6% vs +65,9% previsto no início da temporada. E mais importante ainda, este avanço significa que o EPS é quase +24% maior do que o registado no 2T 2019. Por conseguinte, situa-se largamente acima dos níveis anteriores à pandemia.

Quanto aos dados macro, estes permanecerão ativos. O PIB final do 2T da UE será publicado e nos EUA será a vez das Vendas a Retalho, da Produção Industrial, do Indicador Avançado e das Atas da Fed da reunião do passado dia 28 de julho. São indicadores importantes que, de um modo geral, apresentam-se tendencialmente positivos.

Por estes motivos, as bolsas deverão prolongar a sua recente inércia positiva com movimentos ligeiros, mas em alta, que manterão os índices próximos de máximos históricos tanto na Europa como nos EUA. Esta deverá ser a tendência até Jackson Hole (26/28 agosto), quando Powell terá a oportunidade de apresentar mais pistas sobre a sua estratégia de saída do programa de compra de ativos (tapering). Após uns dados de emprego sólidos e uns registos de inflação elevados, muitos membros da Fed (Daly, Bullard, Rosegren, Mestes, Bostic, Waller) estão a pressionar para uma retirada acelerada dos estímulos. Por isso, acreditamos que Powell irá aproveitar para apresentar uma mensagem informal que, posteriormente, irá formalizar na reunião de setembro da Fed. Veremos.

De momento, a curto prazo, não identificamos grandes riscos para as bolsas num contexto com poucas alternativas de investimento. Haverá sessões como a que esperamos para hoje, de ligeiras quedas. As preocupações devido à variante Delta e o receio de que se prolongue o Estado de Emergência a novas zonas do Japão levaram a quedas na Ásia. Numa sessão sem referências, é natural que se imponha uma ligeira tomada de mais-valias também nos EUA e na Europa. Uma pausa é normal depois das recentes subidas. Nada de alarmante. O verão continuará a ser como esperávamos, sem grandes sobressaltos, pelo menos até Jackson Hole.