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LVMH - Resultados 1S 2025 débeis, embora esperado.

25.07.2025

Escrito por: Equipa Research Bankinter Portugal

LVMH (Neutral; P. Objetivo: 515 €; Fecho: 470,25 €; Var.: -2,02%; Var. Ano: -26,0%)

Resultados 1S 2025 débeis, embora esperado: maior desaceleração de vendas e pressão em margens. Mas o ano deverá melhorar e a clarificação na frente comercial reduzirá o prémio de risco. Após -26% no ano, múltiplos razoáveis. Elevamos recomendação para Neutral desde Vender. 

Principais resultados comparados com o consenso: receitas 39.810 M€ (-4,5%) vs. 39.879 M€ (-4,3%) esperado; Margem Bruta 26.610 M€ (-7,3%) vs. 26.878 M€ esperado; M. Bruta sobre Vendas 66,8% vs. 67,4% esperado; EBIT Ordinário 9.012 M€ (-15,4%) vs. 8.816 M€ esperado; BNA 5.698 M€ (-22%) vs. 5.698 M€. O Cash Flow Operacional Livre ascende a 4.032 M€ (+28,8) vs. 3.121 M€ (-36,1%) e a Dívida Líquida a 10.176 M$ vs. 9.228 M€ no fecho de 2024. As vendas orgânicas caem -7% no semestre (-3% no 1T e -4% no 2T). No 2T estanco, as vendas ascendem a 19.499 M€ (-7,1%) vs. 19.584 M€ (-6,7%) esperados, com um crescimento orgânico de -4% vs. -4,5% esperado; por divisões, no semestre: Moda&Couro 9.006 M€ (-9% orgânico) vs. 9.368 M€ esperado, Vinhos&Licores 1.283 M€ (-4%) vs. 1.268 M€ esperado, Perfumes&Cosméticos 1.904 M€ (+1%) vs. 1.915 M€; Relógios&Joalharia 2.608 M€ (+0%) vs. 2.623 M€, “Selective Retailing” 4.431 M€ (+4%) vs. 4.388 M€. Por geografias, as vendas orgânicas crescem +0% nos EUA, Japão -28%, Ásia -6%, Europa -1%. 

Opinião do Bankinter

Com uma queda de -4% no 2T25, as vendas orgânicas continuam a perder inércia face aos trimestres anteriores (-3% no 1T25, +1% no 4T24, -3% no 3T24). Todas as divisões, exceto Selective Retailing, e áreas geográficas mostram crescimentos negativos ou planos. A principal divisão, Moda&Couro (48% das vendas e 67% do EBIT em 2024) descende -9% vs. -7,8% esperado e -5% no 1T25. Com um aumento de +0%, a divisão de Relógios&Joalharia mostra um pior desempenho do que +6% à taxa de câmbio constante recentemente publicada por Richemont. Ásia, principal mercado do grupo (30% do grupo) cai -6% vs. -9% esperado e -11% no 1T25. A única região que se mantém estável é os EUA (+0% vs. -3,2% esperado). As margens continuam pressionadas. A Margem Bruta cai -200 p.b. até 66,8% e a M. EBIT -292 p.b. até 22,6%. O BNA diminui -21,6% até 5.698 M€. Apesar de uma queda de -11% nos fundos gerados pelas operações, o Cash Flow Livre aumenta +29% por uma diminuição de -43% no Fundo de Manobra. A Dívida Líquida aumenta +10% até 10.176 M€. A desaceleração económica e a depreciação do dólar penalizam o turismo na Europa e Japão, especialmente desde os EUA e China. Isso, junto com a atonia da procura local, resulta numa queda das vendas. Com menor alavancagem operacional e menor margem para subir preços, as margens sofrem. Contudo, a clarificação na frente tarifária deverá melhorar a confiança dos consumidores e reduzir o prémio de risco sobre o valor. Após uma queda de -26% em 2025, os múltiplos situam-se em linha com as suas médias históricas (PER 25 de 23x e EV/EBITDA de 10x vs. 24x e 13x, respetivamente). Elevamos a recomendação desde Vender para Neutral.