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Informação Diária de Mercados - Fecho da semana mais positivo do que o esperado.
24.01.2025
Escrito por: Equipa Research Bankinter Portugal
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Ontem: “Trump melhorou o tom da sessão.”
O mais importante veio de Davos. Trump pediu descidas de taxas de juros imediatas e à OPEP que baixe os preços do petróleo. Também insistiu na sua ameaça de impor impostos alfandegários e não baixar impostos a empresas que não produzam nos EUA. Isto ajudou numa sessão na bolsa que foi de menos a mais (Europa +0,2%; EUA +0,5%). As rentabilidades das obrigações aumentaram (T-Note 4,64% +3 p.b.; Bund 2,51% +1 p.b.), o eurodólar manteve-se estável em 1,041 e o petróleo caiu -1,5% (Brent 78$, WTI 74$).
Durante o resto da sessão, não houve grandes referências. Na Europa, a Confiança do Consumidor melhorou ligeiramente até -14,2 desde -14,5 anterior e o Norgesbank (Noruega) manteve taxas de juros em 4,50% como se esperava. Nos EUA, as Petições Semanais de Desemprego aumentaram até 223K desde 217K ant. No plano empresarial, a temporada de resultados continuou o seu curso com um comportamento misto (General Electric +7%, Union Pacific +5%, Electronic Arts -17%, Freeport-McMoRan -2%). Mesmo assim, à espera das primeiras big techs, o saldo de EPSs do S&P 500 (4T 24) é positivo: +8,3% a/a vs. +7,5% esperado.
Hoje: “Fecho da semana mais positivo do que o esperado.”
À primeira hora, o BoJ aumentou taxas de juros (+25 p.b. até 0,50%), como se esperava, num contexto de pressões inflacionistas em alta (+3,6% desde +2,9% ant.) e com a economia a recuperar ritmo. Além disso, o tom e as guias do banco central parecem antecipar mais subidas, permitindo ao yen recuperar terreno. O mais importante do resto do dia serão os PMIs na Europa (9 h) e nos EUA (14:45 h). Se cumprirem o previsto, não trazem grandes novidades perante o ligeiro avanço previsto. Continuarão a mostrar a divergência entre ambas as zonas. No plano micro, os bons resultados, mas guias fracas, de Intuitive Surgical e Texas Instruments (-2% e -5% aftermarket, respetivamente) após o fecho de Nova Iorque não ajudarão a sessão.
Terminamos uma semana com um saldo em bolsa mais positivo do que o esperado. Hoje poderia começar a subir, mas o lógico faz pensar que termine num enfraquecimento. A atenção está na próxima semana com a Fed e o BCE e os resultados de 5 das 7 magníficas.
CONTEXTO ECONÓMICO. –
REINO UNIDO (00:01 h): A Confiança do Consumidor descende em janeiro até -22 vs. -18 estimado e -17 anterior. OPINIÃO: São dados fracos, os piores desde dezembro de 2023. Além disso, reduz-se a perspetiva de compras até -20 desde -16 em dezembro. O indicador viu-se afetado pelas pressões inflacionistas e pela maior pressão fiscal. Durante a manhã, publicarão dados de PMIs e também se espera uma moderação.
JAPÃO (23:30 h – quinta-feira): (i) IPC (a/a) de dezembro aumenta +3,6% vs. +3,4% estimado e +2,9% anterior. O IPC Subjacente (a/a) +2,4%, igual ao estimado e anterior. Excluindo apenas alimentos (a/a) +3,0%, igual ao estimado e +2,7% anterior. (ii) O BoJ sobe taxas de juros até 0,50% desde 0,25%, em linha com o estimado. OPINIÃO: Ocorre um aumento do nível de preços, o que justifica a subida de taxas de juros do BoJ. Além disso, o banco central aumentou as suas projeções de inflação, até 2,0%, o que abre a porta a futuras subidas de taxas de juros. Na nossa opinião, a tendência de aumento da inflação manter-se-á, num contexto de depreciação do yen, favorecendo que o BoJ continue com o seu processo de normalização da sua política monetária: estimamos duas subidas adicionais, também de +25 p.b., em 2025. Nomeadamente, nas reuniões de maio e julho, que situarão a taxa diretora em +1,0%, perto do seu nível neutro. Com isso, o IPC conseguirá fechar 2025 perto de +1,9%.
UE (ontem): Confiança do Consumidor de janeiro em linha com o esperado: -14,2 vs. -14,2 esperado e -14,5 anterior. O indicador de confiança europeia, apesar de recuperar ligeiramente, continua claramente em terreno negativo. OPINIÃO: O fraco crescimento na UE junto com a inflação ainda elevada, faz com que, de momento, seja complicado ver aumentos claros nos níveis de confiança.
NORUEGA (ontem): O Norges Bank (b.c.) mantém a Taxa Diretora em 4,50%. OPINIÃO: Decisão em linha com o esperado. O banco central da Noruega ainda não iniciou o seu processo de descidas de taxas de juros. A inflação, apesar dos recentes cortes, permanece acima do objetivo de +2% (+2,2% em dezembro) com a Subjacente em níveis de +2,7%. Com as suas perspetivas estáveis, o Norges Bank reitera no seu comunicado que o mais provável é que iniciem um processo gradual de descidas de taxas de juros a partir da próxima reunião de 27 de março de 2025. Link para o comunicado (em inglês).
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