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Diretor da Bankinter Gestión de Activos comenta a atual evolução dos mercados

07.07.2026

Escrito por: Bankinter Portugal

Na habitual coluna que assina no Jornal de Negócios, o diretor da Bankinter Gestión de Activos em Portugal destaca a atratividade das obrigações corporate europeias, sobretudo nas maturidades intermédias, num ano até agora dominado pela inteligência artificial e pelas bolsas. “O cenário de subidas de taxas de juro atualmente descontado para os próximos trimestres parece francamente exagerado, tendo em conta as quedas recentes dos preços da energia e o cenário de progressiva normalização do trânsito marítimo no Estreito de Ormuz. Com yields atrativas e empresas financeiramente sólidas, o crédito investment grade europeu pode voltar a brilhar no segundo semestre de 2026”, refere José Miguel Calheiros.

A instabilidade política e fiscal no Reino Unido no pós-Brexit, é outro dos temas destacados pelo diretor da Bankinter Gestión de Activos. Entre crescimento económico anémico, pressão sobre as contas públicas e sucessivas revisões das políticas orçamentais, os investidores têm vindo a exigir um prémio crescente para financiar a dívida inglesa. Segundo José Miguel Calheiros, num contexto global de elevada dívida pública, o Reino Unido é um dos exemplos mais evidentes de como a política influencia diretamente o custo do capital. “A estabilidade política, outrora motivo de inveja por parte dos seus parceiros europeus, continua a ser uma miragem desde o Brexit: 7 primeiros-ministros em 10 anos, com Keir Starmer a juntar-se à já longa lista”, conclui. 

O comentário do diretor da Bankinter Gestión de Activos no Jornal de Negócios inclui ainda uma breve nota sobre o Mundial de 2026, por “simbolizar muito mais do que a maior competição de futebol do planeta”. Com uma audiência potencial superior a seis mil milhões de pessoas e um impacto estimado de 41 mil milhões de dólares no PIB mundial, o evento reflete a transformação do futebol numa indústria global, com elevado nível de sofisticação.

Hoje, clubes, ligas e competições são geridos como negócios, suportados por tecnologia, dados, direitos televisivos, publicidade (outro nome para “hydratation break”) e capital institucional. “Para os investidores, o futebol deixou de ser apenas entretenimento: tornou-se um ecossistema económico que impacta setores tão diversos como media, turismo, consumo, tecnologia e infraestruturas desportivas”, considera o diretor da Bankinter Gestión de Activos em Portugal.

Leia na íntegra: Bull & Bear | Obrigações Zona Euro: Oportunidade - Opinião - Jornal de Negócios