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Os 10 maiores erros ao planear a sua reforma

10.11.2025

Escrito por: Bankinter e Bankinter Seguros de Vida

Planear a reforma é um processo crucial para um fim de vida tranquila e uma maior indpendência financeira. Por isso mesmo, é tão importante evitar erros que podem impactar de forma significativa a sua qualidade de vida quando deixar de trabalhar.

A pensar nisso, os especilistas em soluções de Reforma do Bankinter, apontam-lhe os 10 erros mais comuns ao planear a reforma, segundo uma pesquisa da Natixis realizada a nível mundial. Até porque o erro mais comum é, precisamente, não planear nada! 

 

1. Subestimar o impacto da inflação (49%)

Muitas pessoas não consideram como a inflação pode influenciar o poder de compra, inclusive o das suas poupanças. Com o tempo, mesmo uma inflação moderada pode ter um grande impacto no valor real do seu dinheiro.

  • Por exemplo, uma inflação de 2,5% durante 30 anos faria com que o valor real de 100.000 Euros de agora fosse apenas 46.788 Euros. Ou seja, o índice de preços no consumidor (IPC) teria "consumido" 53,2% do poder de compra.

 

2. Subestimar a longevidade (46%)

A idade média de falecimento e a esperança de vida não param de aumentar. Por isso, é crucial planear uma reforma mais longa do que o esperado para evitar ficar sem fundos.

 

3. Sobreestimar os rendimentos dos investimentos (42%)

Alguns reformados são demasiado otimistas sobre os rendimentos dos seus investimentos, o que pode levar a um planeamento financeiro inadequado.

  • Por exemplo: ao estimar o rendimento de imóveis arrendados, muitas vezes considera-se apenas o valor bruto, sem incluir despesas de condomínio, IMI, seguros ou reparações. Isto sem contar com eventuais períodos sem inquilinos ou situações de  incumprimento.

 

4 Investir de forma demasiado conservadora (41%)

Uma estratégia excessivamente cautelosa pode não acompanhar o ritmo da inflação, provocando uma erosão gradual do poder de compra. O ideal é combinar estratégias e procurar o equilíbrio entre segurança e rentabilidade.

 

5. Estabelecer expectativas de rentabilidade pouco realistas (40%)

Tal como ignorar custos (ponto 2 dos erros de planemaneto de reforma mais comuns), também esperar rendimentos demasiado elevados pode gerar desilusões e comprometer o planeamento financeiro. Em investimentos de gestão de ativos voláteis, o rendimento é ainda menos previsível. Por isso, convém ser prudente ao estimar ganhos resultantes de valorizações em bolsa ou de subidas de preço.

 

6. Não considerar os custos de saúde (39%)

Outros erro ao planear a reforma é que muitos subestimam os custos de cuidados de saúde nesta fase da vida - muitas vezes acrescidos devido ao envelhecimento. É verdade que, em Portugal, a cobertura da Segurança Social é ampla, mas há sempre despesas, cuidados e até internamentos em lares que nem sempre são considerados ao planear reforma. 

 

7. Não diversificar as fontes de rendimento (35%)

Um bom planeamento da reforma, passa também por ter um plano - e não, não falamos exclusivamente de um Plano de Poupança e Reforma. Posto isto, ter várias fontes de rendimento é a melhor forma de poupar e, assim, garantir estabilidade financeira ao longo da reforma. Eis alguns exemplos:

  • Pensões
  • Poupanças
  • Investimentos
  • Rendas
  • E/ou outros recursos.

8. Depender demasiado da pensão pública (33%)

Confiar exclusivamente na pensão do Estado é arriscado. É um facto que, atualmente, os sistemas públicos enfrentam desafios financeiros. Neste cenária, redução significativa dos rendimentos em comparação com a vida ativa é, cada vez mais, uma realidade em Portugal e não só.

 

9. Subestimar os custos imobiliários (23%)

Chegar à reforma sem habitação própria é uma opção possível, mas deve ser cuidadosamente planeada. A realidade do mercado imobiliário e do Crédito Habitação em Portugal (tal como no resto do mundo) mostra-nos como a inflação tem vindo a aumentar, afectando também os custos com arrendamento.

Mesmo para quem tem casa própria, é importante lembrar o peso de todas as despesas associadas, como a manutenção, impostos e eventuais hipotecas ainda por liquidar.

 

10. Investir de forma demasiado agressiva ou fora de tempo (21%)

Uma estratégia de investimento muito agressiva pode gerar maiores rendimentos, mas também riscos superiores, o que pode não ser adequado em certas fases da vida. O que vemos no Bankinter é que quanto mais jovem se é, maior a capacidade de assumir risco e que, à medida que nos aproximamos da reforma, o ideal é adotar uma postura mais equilibrada, como as Entregas Programadas, entre outras.



Um bom planeamento da reforma é essencial, devendo ser realista para garantir uma reforma confortável e segura. Embora no Bankinter sejamos, por natureza, optimistas, quando o tema é a sua pensão, recomendamos planear com base em cenários menos favoráveis, criando uma margem de segurança que lhe assegure uma vida financeira estável e satisfatória após o fim da carreira ativa.