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Novas medidas do Governo para a habitação: o que muda e quando entram em vigor?
13.08.2026
Escrito por: Bankinter Portugal
O acesso à habitação continua a ser um dos maiores desafios para muitas famílias em Portugal. Entre a subida dos preços das casas, o aumento das rendas e a escassez de oferta, encontrar soluções tornou-se uma prioridade nacional.
Com esse objetivo, o Governo anunciou e aprovou um conjunto de novas medidas para a habitação que procuram estimular a construção, aumentar a oferta de imóveis disponíveis e facilitar o acesso à casa própria e ao arrendamento.
Mas afinal, quais são as novas medidas do Governo para a habitação e quando entram em vigor as novas medidas? Neste artigo, explicamos o essencial.
Porque foram criadas novas medidas para a habitação?
Nos últimos anos, o mercado imobiliário português registou uma forte valorização, dificultando o acesso à habitação para muitas famílias e jovens. Em resposta a este cenário, o Governo tem vindo a desenvolver iniciativas destinadas a aumentar a oferta habitacional e a reduzir alguns dos custos associados à compra, construção e arrendamento de imóveis.
As novas medidas enquadram-se nesta estratégia e procuram criar condições mais favoráveis para proprietários, investidores, construtores e arrendatários.
Quais são as novas medidas do Governo para a habitação?
Entre as principais medidas aprovadas destacam-se incentivos fiscais, simplificação de processos urbanísticos e estímulos ao mercado de arrendamento.
1. Redução da tributação sobre rendas moderadas
Uma das medidas prevê a diminuição da taxa aplicada aos rendimentos obtidos através de contratos de arrendamento com rendas consideradas moderadas.
O objetivo é incentivar mais proprietários a colocarem imóveis no mercado de arrendamento, aumentando a oferta disponível.
2. Aumento das deduções das rendas no IRS
Outra alteração relevante diz respeito ao reforço das deduções no IRS para despesas com rendas.
Segundo as medidas anunciadas, o limite da dedução deverá aumentar, permitindo um maior benefício fiscal para os arrendatários.
3. IVA reduzido na construção de habitação
Foi igualmente aprovada a aplicação de uma taxa reduzida de IVA em determinadas operações de construção e reabilitação de imóveis destinados a habitação própria permanente ou arrendamento a preços moderados.
Esta medida pretende reduzir custos associados à promoção de nova habitação.
4. Isenção de mais-valias em determinadas situações
Passa também a existir a possibilidade de isenção de mais-valias quando o valor da venda de determinados imóveis for reinvestido em habitação destinada ao arrendamento a preços moderados.
A medida procura incentivar o investimento no mercado habitacional e aumentar a oferta disponível.
5. Simplificação dos licenciamentos
O Governo prevê ainda alterações ao Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE), com o objetivo de simplificar procedimentos administrativos, reduzir burocracia e acelerar a construção de novas habitações.
A expectativa é que processos mais rápidos contribuam para aumentar a oferta de imóveis no mercado.
6. Soluções para imóveis indivisos
Outra das novidades passa pela criação de mecanismos destinados a desbloquear situações de imóveis detidos por vários herdeiros, permitindo facilitar a sua venda e colocação no mercado.
Esta medida pretende reduzir o número de imóveis devolutos e aumentar a disponibilidade de habitação.
Quando entram em vigor as novas medidas?
Esta é uma das dúvidas mais frequentes entre os portugueses.
A resposta depende da medida em causa, uma vez que a implementação ocorre de forma faseada. Algumas disposições fiscais entraram em vigor após a publicação da legislação em Diário da República, enquanto outras dependem de regulamentação adicional ou da adaptação de procedimentos administrativos.
Por exemplo, algumas medidas relacionadas com o IVA reduzido na construção de uma casa possuem efeitos retroativos ou aplicam-se a operações iniciadas após datas específicas definidas na legislação.
Assim, para cada benefício ou incentivo, é importante confirmar as condições aplicáveis e as respetivas datas de entrada em vigor.
De que forma estas medidas podem afetar quem quer comprar casa?
Para quem pretende adquirir habitação, as novas medidas podem trazer benefícios indiretos importantes.
Se os incentivos à construção e ao arrendamento produzirem os efeitos esperados, poderá verificar-se um aumento gradual da oferta de imóveis disponíveis no mercado. Além disso, a simplificação dos licenciamentos poderá ajudar a acelerar novos projetos habitacionais.
Embora os resultados possam não ser imediatos, o objetivo passa por criar condições para um mercado habitacional mais equilibrado e acessível.
O que devem fazer as famílias?
Perante alterações legislativas desta dimensão, é recomendável acompanhar a evolução das medidas e avaliar de que forma podem impactar cada situação específica.
Quem está a ponderar comprar casa, construir casa ou celebrar um contrato de arrendamento deverá manter-se informado sobre os benefícios disponíveis, os respetivos requisitos e os prazos de aplicação. Desta forma, será possível tomar decisões mais conscientes e financeiramente sustentáveis.
As novas medidas do Governo para a habitação procuram responder aos desafios atuais do mercado imobiliário através de incentivos fiscais, estímulos ao arrendamento, simplificação dos licenciamentos e apoio à construção de novas habitações.
Quanto à questão "quando entram em vigor as novas medidas?", a resposta varia consoante cada iniciativa, sendo importante acompanhar a legislação e os regulamentos aplicáveis para compreender o seu impacto concreto.
Num contexto em que a habitação continua a ser uma preocupação central para muitas famílias, conhecer estas mudanças é um passo importante para aproveitar as oportunidades que possam surgir.