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Fundos de Investimento Bankinter: Investir Rende Temporada 2

15.09.2021

Escrito por: Bankinter Portugal

 

Classes de Ativos são grupos de instrumentos financeiros que, embora diferentes, têm características e comportamentos parecidos. 

 As classes de ativos mais conhecidas são: Liquidez, Obrigações, Ações e Matérias Primas.

Todos os instrumentos financeiros de cada classe têm fontes de rendimento e riscos parecidos.

Podem ser comprados nos mesmos mercados financeiros e obedecem a regras e leis comuns.

Por exemplo investir em Ações no curto prazo representa um maior risco de perda de capital, mas é uma das classes de ativos mais rentáveis a longo prazo.

No fundo, é como se o seu clube fosse ao mercado contratar um jovem talento de 19 anos - que pode não render no imediato - mas que no futuro é transferido por uma verba exorbitante para um grande clube internacional. 

Já a Liquidez tem um risco de perda de capital quase nulo, mas a rendibilidade também é normalmente muito baixa.

É como aquele jogador já trintão, certinho, que garante uma época inteira sem cometer grandes erros, mas que sabemos que vai sair no final do contrato, com o clube a ganhar zero.

Quando nos referimos à Liquidez, estamos a falar de dinheiro, depósitos à ordem e a prazo, e outras aplicações a curto prazo - a 3 ou 6 meses - como bilhetes do Tesouro português ou de outros países.

A Liquidez não tem risco de perda de capital e o seu rendimento depende das taxas de juro ditadas pelo Banco central. No caso dos Euros, de há uns anos para cá, a sua rendibilidade é zero! 

Mas nem tudo é desinteressante na Liquidez. A grande vantagem é que pode ser utilizada, de forma quase instantânea, para comprar outras classes de ativos - como ações ou obrigações - quando surgem oportunidades. 

E quando as outras classes de ativos estão menos atrativas, podemos sempre convertê-las novamente em Liquidez e proteger a nossa carteira.

É como ir a um restaurante que não conhece e, para jogar pelo seguro, pedir sempre o prato mais conhecido.

Mas pense bem: se cada vez que volta ao restaurante, pedir sempre o mesmo prato, nunca vai provar aquela deliciosa açorda de gambas...

Portanto, se investir apenas em Liquidez não ganha, mas tem o seu capital seguro. 

As brigações são um empréstimo a prazo que fazemos a uma empresa, ou governo, em troca de um rendimento a que chamamos YIELD — que nos é devolvido no final do prazo estipulado.

Nas obrigações, o rendimento que obtemos [YIELD ou Taxa de Rendimento Implícita] - advêm do juro que recebemos periodicamente [Cupão] - e da diferença entre o preço que pagámos pela obrigação e o que recebemos no reembolso - tipicamente 100.

Durante o prazo do empréstimo, o investidor assume dois tipos de risco: 
1 - A taxa de juro: quando sobem as taxas de juro nos mercados, o preço das obrigações cai - isto porque na maioria dos casos, o juro que recebemos nas obrigações tem um valor fixo, ou seja, continuamos a receber o mesmo apesar de as taxas de rendimento de investimentos alternativos terem subido.

2 - O risco de crédito: ou seja, a possibilidade de a entidade a quem fizemos o empréstimo, a quem entregámos o nosso investimento, não devolver o capital dentro do prazo acordado.

As obrigações podem ser classificadas de diferentes formas, mas o que realmente interessa é:
Qual o risco de o seu capital não ser devolvido no prazo acordado?

Como em quase tudo no mundo dos investimentos, há formas de arriscar mais e ganhar mais… e de arriscar menos e ganhar menos. 

Se quisermos “jogar pelo seguro”, a melhor opção são as obrigações Investment Grade.

Estas obrigações apresentam um risco muito reduzido de incumprimento no que toca à devolução do seu capital - e juros - no prazo definido. 

Mas, com a segurança, vem menor rendimento.

Se o que deseja é maior rendimento, as obrigações High Yield podem ser uma boa opção.

Neste caso, e para um rendimento superior, o risco de crédito é, também, maior. Ao contrário das obrigações Investment Grade, o maior risco que corremos é precisamente de quem nos deve não devolver o capital que investimos.

As obrigações High Yield são normalmente emitidas por empresas, mas também há países com esta classificação de risco. Portugal, na primeira metade da década passada, foi exemplo disso mesmo.

Quando investimos em ações, tornamo-nos proprietários de uma empresa. Cada ação representa uma fração de propriedade da empresa - como uma fatia de um queijo.

O valor de cada ação não é mais do que o valor total da empresa em mercado - o queijo todo - dividido pelo número de ações emitidas.

O rendimento que obtemos quando investimos em ações é variável e depende da evolução dos lucros das empresas.

Se o negócio crescer e o enquadramento económico for favorável, recebemos mais lucros e dividendos, e o preço das ações em bolsa sobe.

Todavia, em períodos de contração económica ou quando há notícias menos positivas sobre a atividade… o preço das ações pode cair e manter-se abaixo do preço que investimos durante bastante tempo.

Para obtermos bons resultados quando investimos em ações é preciso paciência e ponderação.

Devemos ter um horizonte temporal de, pelo menos, 5 anos, que nos vai permitir usufruir do seu potencial de rendimento variável - que é historicamente superior ao do que obtemos quando investimos em liquidez ou obrigações.

Muito importante: se acha que vai precisar do seu capital num espaço de tempo mais curto, o melhor é investir nas classes de ativos sobre as quais falámos anteriormente.

Quando falamos de Matérias Primas, também conhecidas como Commodities, estamos a referir-nos a ativos reais, como Petróleo, Gás Natural, Alumínio, Cobre ou Ouro.
 
Estas matérias-primas estão incorporadas em praticamente todos os processos produtivos da economia mundial.

Enquanto investidores, o que adquirimos são instrumentos financeiros - como fundos de investimento -, que nos dão exposição positiva ou negativa consoante a evolução do preço de uma matéria-prima, ou, mais comum, de um cesto com várias matérias primas.

A rendibilidade das matérias-primas é muito mais especulativa do que as outras classes de ativos, porque assenta apenas na evolução positiva do seu preço.

E como varia o preço? Depende de fatores como o clima ou a instabilidade política nos países produtores.

Estes fatores podem diminuir ou aumentar a oferta destas matérias primas em determinados períodos, o que leva a variações bruscas nos preços, como aconteceu com o preço do petróleo em 2020.

Quando há quebras no ritmo da atividade económica - como as causadas pela pandemia de COVID 19 -, o preço das matérias primas tende a cair e o seu rendimento é negativo.

Quando temos uma forte aceleração do crescimento económico mundial, a rendibilidade destes ativos tende a ser muito positiva.

O maior benefício de investir em matérias primas é a possibilidade de diversificar o risco dos nossos investimentos, combinando-as com as outras classes de ativos que abordámos nos episódios anteriores.

Agora que temos uma noção do que são as diferentes classes de ativos financeiros, vamos ver que funcionam melhor quando as combinamos na construção de uma carteira de investimento.

Estas classes têm comportamentos distintos ao longo do tempo, e é isso que - a longo prazo - define as suas características em termos de rendibilidade e risco.

No entanto, ano após ano, o ranking de cada classe vai variando em função da evolução da economia e dos indicadores financeiros dos países e empresas.

Moral da história? A melhor forma de investir é ter na sua carteira um mix de diferentes classes de ativos financeiros. 

Diversificar é o segredo para ganhar mais dinheiro e correr menos riscos.

No entanto, combinar as diferentes classes de ativos na sua carteira sem ter seus objetivos e uma estratégia de investimento bem definida à priori, é a mesma coisa que tentar construir uma casa sem ter uma planta: um dia vem tudo abaixo!

Portanto, o papel do arquiteto e do engenheiro nestes projetos é fundamental.

Da mesma forma, quando pensa no mix das classes de ativos financeiros da sua carteira, também deve recorrer a profissionais.

Na Bankinter Gestión de Activos, temos uma equipa com muita experiência e provas dadas nestas andanças. Sabemos exatamente o que fazer a médio/longo prazo e como construir e retocar* o seu mix de ativos financeiros ao longo do tempo.

Os fundos de investimento da BKGA são uma solução simples, prática e eficiente para investir o seu património nas diferentes classes de ativos e beneficiar da rendibilidade específica de cada uma, com o risco devidamente diversificado.