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RESULTADOS 1.º Semestre 2026 | Bankinter crescem 12%, para 605 milhões de euros
23.07.2026
Escrito por: Equipa Comunicação Bankinter Portugal
O banco desenvolve uma atividade com clientes cada vez mais rentável e diversificada: a carteira de crédito cresce 4,6%, os recursos de retalho, 2%, e os recursos geridos fora de balanço, mais 20,3%, refletindo uma estratégia focada em produtos de valor.
- O crescimento dos volumes de negócio e uma gestão disciplinada dos custos e da estratégia comercial impulsionam a melhoria de todos os indicadores: a margem de juros cresce 5,4% e a margem bruta aumenta 7,3%, com um bom desempenho das receitas provenientes de comissões de valor.
- A solidez do modelo de negócio e a qualidade dos ativos continuam a refletir-se nos principais indicadores, com uma rentabilidade sobre o capital próprio (ROE) de 19,1%, um ROTE de 20,4%, um rácio de eficiência de 34,3% e uma morosidade controlada em 1,92%.
- A margem bruta do Bankinter Portugal cresce 10%, e o resultado antes de impostos alcança os 114 milhões de euros, valor 9% superior ao do primeiro semestre de 2025 e que representa um contributo de 13,4% para as contas do Grupo.
23/07/2026 – O Grupo Bankinter conclui o primeiro semestre de 2026 com resultados sólidos, baseados no crescimento dos volumes de negócio com clientes, na diversificação das fontes de receitas e numa gestão rigorosa dos custos. O dinamismo comercial em todas as geografias e atividades, juntamente com uma gestão prudente de riscos e de capital, reforça a capacidade do Grupo Bankinter para continuar a gerar resultados de forma sustentável e a criar valor para os acionistas.
O Grupo Bankinter alcança a 30 de junho de 2026 um resultado antes de impostos de 853 milhões de euros, mais 11,4% do que há um ano, e um resultado líquido de 605 milhões de euros, que representa um crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Quanto aos vários rácios da conta de resultados, volta a destacar-se a melhoria da rentabilidade, com um ROE (rentabilidade sobre o capital próprio) de 19,1% e um ROTE de 20,4%, entre os níveis mais elevados do setor europeu.
O controlo da morosidade também se consolida como uma vantagem diferenciadora, com um rácio de 1,92%, o que representa uma redução de 22 pontos básicos em relação ao valor registado há um ano, acompanhado por um índice de cobertura de 69,2%.
No que diz respeito ao rácio de capital CET1, conclui o período em análise nos 12,91%, muito acima do mínimo exigido ao Bankinter pelo BCE, que se situa atualmente em 8,58%.
A eficiência, uma das características mais distintivas e valorizadas no modelo de negócio do banco, situa-se nos 34,3%, revelando uma melhoria substancial em relação ao valor registado há um ano, graças à disciplina em matéria de custos, à aplicação da IA generativa nos processos internos do banco, que está a melhorar a produtividade, e a uma organização cada vez mais eficiente.
Dados do balanço
Os ativos totais do Grupo ascendem, a 30 de junho de 2026, a 140.933 milhões de euros, mais 7% em relação ao ano anterior.
A carteira de crédito cresce 4,6% para os 87.153 milhões de euros.
Os recursos dos clientes e os ativos sob gestão atingiram, no primeiro semestre, os 162.085 milhões de euros, o que representa um aumento de 9,6%. Entre estes, os recursos de retalho registaram um crescimento de 2%, embora continue a ser especialmente significativo o crescimento dos recursos geridos fora de balanço (fundos de investimento próprios e de terceiros, fundos de pensões, gestão patrimonial, SICAVs e investimento alternativo), que consolidam a tendência do exercício, com um aumento de 20,3%.
Por sua vez, os ativos sob custódia totalizam 94.693 milhões de euros, o que representa um crescimento de 17,8%, face ao valor de há um ano.
Rubricas da conta de resultados
Todas as rubricas da conta de resultados registam melhorias em relação aos valores do ano anterior, devido a uma maior dinamização comercial, maior foco em atividades e segmentos estratégicos, a uma evolução favorável dos juros e mercados externos que contribuem com um maior volume de negócio para o balanço do banco.
A margem de juros mantém o ritmo de crescimento devido a maiores volumes de atividade e a uma boa gestão da margem de clientes, com um crescimento de 5,4%, para os 1.160 milhões de euros no acumulado do semestre, com um segundo trimestre concluído especialmente positivo, superior ao registado nos últimos seis trimestres.
No que diz respeito à margem bruta, que agrupa a totalidade das receitas, demonstra uma tendência semelhante (+7,3%), para os 1.603 milhões de euros, alavancada pelo bom desempenho das comissões, que também registaram um segundo trimestre especialmente positivo.
No final do semestre, as comissões recebidas ascendem a um total de 548 milhões de euros, o que representa um crescimento de 15,5%, graças à dinâmica de negócios como a gestão de ativos, a intermediação bolsista, custódia de valores ou atividade transacional, assim como receitas relevantes provenientes da atividade de investimentos alternativos.
Se a este volume total de comissões recebidas forem deduzidas as comissões pagas aos parceiros da Red de Agentes e da Banca Partner, o valor líquido alcança os 440,4 milhões de euros, o que significa um aumento de quase 16% face ao valor registado no primeiro semestre de 2025.
Por seu turno, os custos operacionais deste semestre somam 550,6 milhões de euros, mais 2,7% do que há um ano, uma evolução moderada que se mantém abaixo do crescimento das receitas e que, descontando a margem bruta, resultam numa margem de exploração que ascende a 1.052,4 milhões de euros, mais 9,8% do que em junho de 2025.
Crescimento rentável e diversificado
A estratégia comercial do Bankinter, diferenciada e perfeitamente reconhecível no mercado, juntamente com o forte posicionamento da marca, levou a importantes crescimentos na captação de clientes e de negócio. Assim, os volumes de negócio com clientes, que incluem carteira de crédito, recursos de retalho e ativos sob gestão, alcançam os 249.238 milhões de euros, um valor que representa um crescimento de 7,8% face ao período homólogo.
Relativamente às geografias em que o Grupo opera, os volumes de negócio em Espanha crescem 7% em termos globais. A carteira de crédito soma 70.500 milhões de euros, o que representa um crescimento de 3% no período em análise, especialmente impulsionado pelo negócio de Empresas. Quanto aos recursos de clientes de retalho e aos geridos fora de balanço, o crescimento é de 9%, para os 147.000 milhões de euros. Por fim, os ativos sob custódia crescem 17% no período analisado, para os 89.000 milhões de euros. O resultado antes de impostos do Bankinter Espanha foi de 716 milhões de euros no primeiro semestre, mais 11% do que há um ano.
A segunda geografia mais importante em termos de volume de negócio e receitas é Portugal, que continua a demonstrar uma evolução muito positiva. A carteira de crédito cresce, neste período, 8%, para os 11.500 milhões de euros. Relativamente aos recursos de clientes de retalho e os geridos fora de balanço, o crescimento é superior, de 12%, alcançando os 15.000 milhões de euros. Maior ainda é o crescimento da carteira de custódia de valores, que soma 6.000 milhões de euros, mais 29% do que há um ano.
A margem bruta de Portugal cresce 10%, e o resultado antes de impostos alcança os 114 milhões de euros, valor 9% superior ao do primeiro semestre de 2025.
Quanto à Irlanda, continua a ser especialmente significativa a boa evolução do negócio de crédito, tanto na vertente hipotecária como de consumo. A carteira de crédito neste país alcança, no final de junho, os 5.200 milhões de euros, um valor que é 24% superior ao registado há um ano. Neste volume, 4.000 milhões de euros são referentes a hipotecas, que crescem 29% no ano, e 1.000 milhões de euros dizem respeito ao negócio de consumo, que apresenta um crescimento de 8%. Importa ainda destacar que desde este ano o Bankinter Irlanda já dispõe de uma oferta comercial em depósitos, tendo captado, até à data, recursos que se aproximam dos 100 milhões de euros.
Linhas de negócio e segmentos de clientes
Analisando as várias linhas de negócio do banco, a Banca de Empresas consolida no final de junho uma boa evolução, promovendo uma maior especialização da sua atividade. A carteira de crédito deste negócio ascende a 39.000 milhões de euros e cresceu 7% no período em análise, o que, colocando o foco em Espanha, significa quase duplicar o crescimento do setor. Estes resultados demonstram o dinamismo comercial deste negócio nos seus vários segmentos de clientes. Destaca-se também a boa evolução do crédito da Banca Internacional, que acumula 12.000 milhões de euros, mais 12% do que há um ano.
No que diz respeito à Banca Comercial, que agrupa a atividade com clientes particulares, mantém a sua estratégia de priorização de margens e de capital.
No negócio hipotecário, por exemplo, o Bankinter continua a ser exigente no que diz respeito ao crescimento rentável e seletivo nas operações, prevalecendo a atividade em geografias como Portugal e Irlanda, onde é maior o rendimento da carteira e o potencial de negócio, e onde a nova produção aumentou, no seu conjunto, 19%.
Analisando a totalidade dos resultados do Grupo, a nova produção hipotecária no semestre foi de 2.900 milhões de euros, 16% inferior ao primeiro semestre de 2025, embora seja de destacar que a atividade no segundo trimestre de 2026 melhorou face ao registado no primeiro trimestre do ano.
Neste sentido, o saldo da carteira hipotecária cresce 3% neste período, alcançando os 39.000 milhões de euros.
No âmbito hipotecário, importa destacar o recente anúncio de aquisição da Tulp Hypotheken Group, uma plataforma neerlandesa, especializada na intermediação e financiamento hipotecário, com a qual o Bankinter amplia a sua presença geográfica a um quinto país e que permitirá ao banco impulsionar o seu crescimento numa área em que possui uma larga experiência, como é o caso do negócio hipotecário, e num mercado tão desenvolvido como o holandês.
No âmbito dos recursos, o saldo de contas ordenado e contas digitais, produtos muito fortes na captação de novos clientes, ascendia, a 30 de junho de 2026, a 24.000 milhões de euros, o que representa um crescimento de 20% face a há um ano.
Quanto ao negócio de gestão de ativos, o exercício continua a ser especialmente positivo, mantendo a tendência dos dois anos anteriores, com um volume que cresce acima dos 20%. O maior protagonismo corresponde aos fundos de investimento de outras gestoras comercializados pelo banco, que somam 32.048 milhões de euros, e que crescem quase 24%. Por seu turno, os fundos de investimento próprios chegam a 21.300 milhões de euros, registando um crescimento de 19%.
Os fundos de pensões aumentam o seu volume em 18,4%, para os 5.462 milhões de euros. O negócio da gestão patrimonial e SICAVs totaliza 10.460 milhões de euros, mais 22,3%. Quanto ao investimento alternativo, o património soma um volume de 5.439 milhões de euros, valor que é quase 5% superior ao que se verificava no mesmo período do ano passado.
O investimento alternativo é um negócio em que o banco é um ator destacado na Península Ibérica, e que vai alcançando, progressivamente, uma maior projeção à escala europeia, devido às operações levadas a cabo recentemente pelo Bankinter Investment no primeiro trimestre, ambas dependentes das correspondentes autorizações, tanto a integração da sua sociedade gestora com a Plenium Partners SGEIC, como a aquisição de uma participação na francesa Access Capital Partners.