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Resultados Bankinter 1S 2025

24.07.2025

Escrito por: Bankinter

Bankinter conclui primeiro semestre com resultados de 542 milhões de euros, mais 14,4%, impulsionados pela sua notável atividade comercial
 

- Todos os volumes de negócio registam uma forte dinâmica: a carteira de crédito cresce 6%, os recursos de clientes de retalho crescem 6% e os recursos geridos fora de balanço (fundos de investimento e pensões e gestão patrimonial/sicavs) crescem 18%.
- O banco alcança rentabilidades históricas derivadas da eficiência e qualidade do balanço, com um ROE (rentabilidade sobre capitais próprios) de 18,4% e um ROTE de 19,5%.
- O Bankinter consolidou no seu 60.º aniversário, celebrado em junho, um projeto rentável com presença em quatro países, com mais de 6.600 colaboradores, 132.000 milhões de euros em ativos totais e uma capitalização bolsista superior a 10.000 milhões de euros.
- Bankinter Portugal alcança resultados antes de impostos de 104 milhões de euros, com um crescimento de 11% da carteira de crédito para 11.000 milhões de euros, um crescimento de 20% dos recursos de clientes para 10.000 milhões de euros e um crescimento de 13% dos recursos geridos fora de balanço e ativos sob custódia, somando em conjunto outros 10.000 milhões de euros. 

 

24/07/2025 – O Grupo Bankinter mantém no final do primeiro semestre de 2025 a boa evolução do negócio com clientes dos últimos trimestres, com crescimentos em todos os indicadores do balanço. Isto traduz-se em maiores quotas de mercados nas diferentes geografias em que o banco opera e um crescimento das receitas que coloca os rácios de rentabilidade em níveis recorde, fortalecidos pela eficiência e pela qualidade de ativos.

Assim, o Grupo Bankinter alcança a 30 de junho de 2025 um resultado antes de impostos de 765,6 milhões de euros, mais 7% do que há um ano, e um resultado líquido que se situa nos 541,7 milhões de euros, 14,4% acima do valor registado no final do primeiro semestre do ano passado.

A rentabilidade situa-se em níveis históricos, com um ROE (rentabilidade sobre capitais próprios) em 18,4% face aos 17,7% de há um ano, e um ROTE de 19,5%, também numa posição de liderança no setor em Espanha.

Quanto à eficiência, consolida-se num nível ótimo de 35,9%.

O rácio de capital CET1 conclui o semestre nos 12,57%, superando largamente o mínimo regulatório de 7,94% exigido ao Bankinter, o que representa um excesso de capital de 2.037 milhões de euros.

No que à morosidade diz respeito, continua contida e é inclusivamente inferior em 3 pontos-base à de há um ano, situando-se em 2,14%, com um índice de cobertura de 70,3%, superior em 240 pontos-base ao de há 12 meses.

Relativamente à liquidez, mantém-se muito estável, com um rácio de depósitos sobre créditos de 103%. 

Dados do Balanço

Os ativos totais do Grupo alcançam no final do primeiro semestre de 2025 os 131.734 milhões de euros, mais 11,3% relativamente ao mesmo período de 2024.

A carteira de crédito a clientes soma um total de 83.282 milhões de euros, mais 5,8% do que há um ano. 

Os recursos controlados de clientes, que incluem recursos de clientes de retalho e recursos geridos fora de balanço, somam 147.902 milhões de euros, com um crescimento expressivo de 10,8%. O crescimento dos recursos de clientes de retalho (constituídos fundamentalmente por depósitos a prazo e contas à ordem) é de 6,2% para os 85.784 milhões de euros. Por sua vez, os recursos geridos fora de balanço (fundos de investimento próprios e de terceiros comercializados pelo banco, fundos de pensões, gestão patrimonial, SICAVs e investimento alternativo) crescem 17,7%, para 62.118 milhões de euros, mantendo a forte tendência de subida do exercício passado.

Rubricas da conta de resultados.

A forte dinâmica da atividade comercial do Grupo Bankinter em todos os países em que opera e o direcionamento bem-sucedido da estratégia para clientes de elevado perfil e produtos e serviços de valor acrescentado estão na base da resiliência demonstrada nas rubricas da conta de resultados. 

O forte crescimento das receitas geradas por esta estratégia permitiu ao banco compensar a pressão que a evolução das taxas de juro exerceu sobre a margem de juros, que chegou atualmente a um ponto de inflexão. Assim, ainda que a margem de juros do primeiro semestre (1.101 milhões de euros) registe uma queda de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, a margem de juros deste segundo trimestre já é superior à dos trimestres anteriores, devido sobretudo à redução do custo dos depósitos, o que representa uma alteração de tendência.

Quanto à margem bruta, que agrupa a totalidade das receitas, ascende a 1.494 milhões de euros, com uma subida de 6% em relação ao valor registado a 30 de junho de 2024.

Este crescimento é uma consequência da boa evolução dos negócios de valor acrescentado, que proporcionam um maior retorno através de comissões. A maioria destas comissões cobradas, mais de metade, provém dos negócios de brokerage e gestão de ativos, 249 milhões de euros, que crescem 13% no período em análise, seguidas das comissões referentes ao negócio transacional, 192 milhões de euros, com uma subida de 2%.

Tudo isto se reflete numas comissões líquidas, (diferença entre as comissões cobradas e as que o banco paga aos seus parceiros da Red de Agentes ou da Banca Partner), que somam um total de 380 milhões de euros, mais 11,2%.

Quanto à margem de exploração, alcança os 958 milhões de euros, com um crescimento de 3%, absorvendo custos operativos de 536 milhões de euros no primeiro semestre, 11% superiores aos do mesmo período de 2024, ainda que para isto tenha contribuído uma alteração na distribuição dos custos ao longo do ano para evitar a sua concentração na segunda parte do exercício, como ocorria anteriormente. Neste sentido, se considerarmos apenas os custos operativos do segundo trimestre, 267 milhões de euros, crescem menos de 2% em relação à média trimestral de 2024.

No entanto, o maior crescimento das receitas face às despesas permite ao banco apresentar um excelente rácio de eficiência de 35,9%.

No âmbito da liderança do Bankinter em termos de eficiência, a dinâmica em matéria de transformação digital tem contribuído de forma notável, com fortes investimentos e múltiplas iniciativas de Inteligência Artificial Generativa e Cloud muito focadas em melhorar a produtividade dos colaboradores e a escalabilidade dos processos, onde já se observam progressos significativos.

Dinamização da diversificação geográfica.

A dinâmica comercial em todas as atividades do negócio com clientes, juntamente com as novas iniciativas comerciais e estratégicas estão a impulsionar um crescimento sustentável e rentável em todas as geografias nas quais o banco está presente.

Assim, num mercado de forte concorrência como o espanhol, onde o Bankinter regista 84% das receitas do Grupo, a instituição continuou a registar um crescimento do seu balanço e, consequentemente, também da sua quota de mercado e dos seus resultados. A carteira de crédito do banco em Espanha ascende aos 68.000 milhões de euros, com um crescimento de 4%. Os recursos de clientes de retalho totalizam 78.000 milhões de euros, mais 5%, enquanto os recursos geridos fora de balanço e os ativos sob custódia alcançam os 133.000 milhões de euros, mais 15%. O resultado antes de impostos do Bankinter Espanha é de 640 milhões de euros, o que representa um crescimento de 8%.

Relativamente ao Bankinter Portugal, o crescimento percentual do balanço é ainda maior. A carteira de crédito cresce 11% para os 11.000 milhões de euros, os recursos de clientes grossistas e de retalho crescem 20%, concluindo o semestre nos 10.000 milhões de euros. Quanto aos recursos geridos fora de balanço e ativos sob custódia, o crescimento é de 13%, somando em conjunto outros 10.000 milhões de euros. O resultado antes de impostos do Bankinter Portugal é de 104 milhões de euros, mais 2%, ao assumir maiores despesas pelo investimento em novos projetos e ferramentas tecnológicas e pela nova distribuição de custos ao longo do ano para evitar a sua sazonalidade. Neste sentido, os custos do Bankinter Portugal aumentaram 15% no primeiro semestre, embora, considerando apenas o segundo trimestre, o aumento seja de 6% em relação à média trimestral de 2024.

Quanto ao negócio do Bankinter Irlanda, que já opera como sucursal nesse país, mantém uma dinâmica de crescimento rentável. A carteira de crédito regista uma subida de 20% e alcança os 4.000 milhões de euros no final de junho, dos quais 3.000 milhões de euros são referentes a hipotecas e o resto a crédito ao consumo. Tudo isto com um rácio de morosidade de 0,3%. O resultado antes de impostos do Bankinter Irlanda foi de 21 milhões de euros, mais 2%.

Linhas de negócio e segmentos de clientes.

A conta de resultados do primeiro semestre de 2025 regista crescimentos significativos em todas as linhas de negócio e segmentos de clientes do banco, superiores aos do setor.

No negócio de empresas, a carteira de crédito alcança no final de junho os 36.000 milhões de euros, mais 6% do que o valor registado há um ano, o que demonstra o apoio do banco às necessidades de financiamento dos seus clientes. Entre essas necessidades das empresas, enquadram-se as que se relacionam com a sua atividade internacional, com as empresas cada vez mais voltadas para as exportações. A carteira de crédito do Negócio Internacional representa 32% do total da carteira de crédito a empresas, com um crescimento de 14% no período em análise.

Relativamente à Banca Comercial, que agrega o negócio com clientes particulares, a tendência mostra uma robustez semelhante. Neste âmbito, o banco gere um património global no valor de 138.000 milhões de euros, incluindo saldos em contas à ordem e depósitos a prazo, recursos geridos fora de balanço e ativos sob custódia, valor que é 13% superior ao de 30 de junho de 2024. Isto representa mais 9.000 milhões de euros, só neste ano, dos quais 50% são património líquido novo e outros 50% são relativos a efeito de mercado.

Desagregando o património global dos clientes, verificamos que 77.000 milhões de euros correspondem ao segmento de altos patrimónios, face aos 68.000 milhões de há um ano, e 61.000 milhões de euros correspondem à Banca Retail face aos 53.000 milhões de euros registados em junho de 2024.

A atividade de gestão de ativos mantém a boa evolução do exercício anterior. O património em fundos de investimento próprios ascende a 17.900 milhões de euros, com um crescimento de 24,4% no ano, e um crescimento de 16,6% nos fundos de terceiros comercializados pelo banco, que totalizaram 25.863 milhões de euros. Por outro lado, o crescimento em gestão patrimonial e sicavs é de 18%, para 8.554 milhões de euros, de quase mais 10% em Investimento Alternativo, para 5.186 milhões de euros e de 9,2% de crescimento para os fundos de pensões e contratos de seguros.

Quanto à carteira de ativos sob custódia, tanto de rendimento fixo como de ações, ascende a 80.382 milhões de euros, quase mais 13% do que há um ano.

Outro dos produtos estrela do banco, as contas ordenado nas suas diferentes modalidades, apresentam um bom ritmo de captação. No total, o número de contas ordenado ascende já a 709.000, mais 7% do que no final do primeiro semestre de 2024.

No que ao negócio hipotecário diz respeito, observa-se uma retoma da atividade, que se verifica na nova produção do primeiro semestre ao ascender a um total de 3.400 milhões de euros face aos 2.800 milhões de euros de há um ano, representando uma quota de mercado de 6% nos três mercados em que o Bankinter comercializa este produto: Espanha, Portugal e Irlanda.

A carteira hipotecária total do Grupo Bankinter ascende a 37.700 milhões de euros, com um crescimento de 6% face ao valor registado no final de junho do ano passado.

Em suma, destaca-se uma estratégia comercial que gerou bons resultados num primeiro semestre de 2025 em que o banco celebrou o seu 60º aniversário desde a sua fundação como banco, ocorrida em junho de 1965. Durante este período, o Bankinter consolidou um projeto rentável com presença em quatro países, com mais de 6.600 colaboradores, com 132.000 milhões de euros em ativos totais e uma capitalização bolsista superior a 10.000 milhões de euros.

Nota importante: A informação financeira contida neste documento é elaborada de acordo com as Normas Internacionais de Informação Financeira (“NIIF”). Adicionalmente são incluídas certas Medidas Alternativas de Rendimento (“MAR”), segundo a Definição das Diretrizes sobre Medidas Alternativas de Rendimento, publicadas pela Autoridade Europeia de Valores e Mercado (sigla “ESMA” em inglês) em outubro de 2015 (ESMA/2015/1415). O Bankinter utiliza certas MAR, que não foram auditadas, com o objetivo de que contribuam para uma melhor compreensão da evolução financeira da empresa. Estas medidas devem ser consideradas como informação adicional e em nenhum caso substituem a informação financeira elaborada sob as NIIF.

Igualmente, a forma como o Bankinter define e calcula estas medidas pode diferir de outras medidas similares calculadas por outras empresas e, por isso, podem não ser comparáveis. As Diretrizes ESMA definem as MAR como uma medida financeira do rendimento financeiro passado ou futuro, da situação financeira ou dos fluxos de efetivo, exceto uma medida financeira definida ou detalhada no marco da informação financeira aplicável. Recomenda-se a consulta do respetivo Relatório Financeiro Trimestral em Excel do Bankinter, publicado no site do banco, através do link Accionistas e Inversores/Información Financiera /Informes financieros trimestrales para mais detalhes das MAR utilizadas e conciliação de determinados indicadores.