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RESULTADOS | Bankinter alcança resultados recorde de 1.090 milhões de euros em 2025.

22.01.2026

Escrito por: Equipa Comunicação Bankinter Portugal

  • O banco regista um crescimento de todos os indicadores de negócio com clientes: a carteira de crédito cresce 5%, os recursos de clientes de retalho crescem 6%, os recursos geridos fora de balanço registam novamente um excelente exercício, com uma subida de 19%.
  • A margem bruta (que agrupa a totalidade das receitas) supera pela primeira vez os 3.000 milhões de euros, com um crescimento no ano de 5%.
  • Um modelo de negócio bem-sucedido que se reflete nos rácios de gestão: o ROE (rentabilidade sobre o capital próprio) cresce para 18,9%, com um ROTE de 20%, Capital CET1, 12,72%, eficiência, 36,1%, e uma morosidade que se reduz para 1,94%.
  • Os resultados antes de impostos do Bankinter Portugal em 2025 foram de 210 milhões de euros, com um crescimento de 7%.

22/01/2026 - O Grupo Bankinter conclui o exercício de 2025 com crescimentos a dois dígitos nos seus resultados, que superam pela primeira vez a marca dos 1.000 milhões de euros, graças a uma dinâmica comercial cada vez mais diversificada em todos os negócios e geografias em que o banco opera, e a um foco estratégico nos produtos e nas atividades com maior contribuição de valor. O ano foi muito positivo em todos os dados do balanço, com crescimentos tanto na carteira de crédito como nos recursos, especialmente nos geridos fora de balanço, que voltam a concluir mais um ano histórico.

Em 2025, ano em que celebrou o seu 60.º aniversário, o Grupo Bankinter alcançou resultados antes de impostos de 1.535 milhões de euros, 12,9% acima de 2024. Quanto aos resultados líquidos, foram de 1.090 milhões de euros, o que representa um crescimento de 14,4% em relação ao ano anterior.

Todos os rácios da conta de resultados confirmam os bons resultados do ano. A rentabilidade sobre o capital próprio (ROE) situa-se nuns históricos 18,9%, um ponto percentual acima do mesmo rácio do ano passado, e com um ROTE de 20%.

Por sua vez, o rácio de capital CET1 fechou nos 12,72%, 31 pontos base acima do ano anterior e muito acima do mínimo regulamentar exigido pelo BCE, que era de 8,36% em dezembro.

Em termos de eficiência, o Bankinter mantém a sua liderança tradicional, com um rácio de 36,1%, o que representa uma melhoria de 23 pontos base em relação ao ano anterior.

Quanto à morosidade, reduziu-se em 17 pontos base em comparação com o rácio de 2024, para 1,94%, com um rácio de cobertura muito sólido de 68%.

Dados do balanço

Os ativos totais do Grupo Bankinter concluíram 2025 nos 131.000 milhões de euros, o que representa um crescimento de 7,4% em relação ao valor do ano anterior.

Uma estratégia comercial bem-sucedida, juntamente com o poder e a credibilidade de uma marca perfeitamente consolidada em todos os mercados onde opera, resultou num crescimento nos diferentes rácios do balanço, todos com valores recorde.

A carteira de crédito a clientes ascende a 84.100 milhões de euros, mais 5% do que há um ano, num contexto comercial muito competitivo.

Relativamente aos recursos de clientes sob gestão atingiram os 156.600 milhões de euros, o que representa um aumento de 11,3%. Entre estes incluem-se recursos de 3 retalho (principalmente depósitos e contas) que totalizam 88.100 milhões de euros, e que crescem mais 6,1%. Incluídos neste valor estão também os recursos geridos fora de balanço (fundos de investimento próprios e de terceiros, fundos de pensões, gestão patrimonial, SICAVs e investimento alternativo), que neste caso atingem 68.500 milhões de euros, com um crescimento recorde de 18,8% em relação ao mesmo valor de 2024, que já tinha sido particularmente bom.

Rubricas da conta de resultados

O Grupo Bankinter registou uma forte dinâmica na captação de negócio ao longo do ano, tendo gerado um maior crescimento das receitas provenientes do negócio típico com clientes, o que se traduziu num bom desempenho das rubricas da conta de resultados.

Resultados do Bankinter em 2025

O crescimento dos volumes de negócio e o foco em atividades com maior retorno comercial permitiram compensar o impacto negativo que, especialmente na primeira parte do ano, a evolução das taxas de juro teve na margem de juros. Um impacto que, embora tenha vindo a atenuar-se ao longo do ano, levou a uma ligeira queda de 1,8% na margem de juros, que concluiu o ano com um total de 2.237 milhões de euros. No entanto, a margem de juros do quarto trimestre de 2025 já é superior à do anterior, a do terceiro trimestre de 2025 (mais 0,7%) e à do quarto trimestre de 2024 (mais 3,6%).

A boa evolução dos negócios de gestão de ativos, intermediação bolsista, negócio transacional de empresas e seguros permitiu um bom desempenho das comissões, o que, em termos líquidos (excluindo os pagamentos aos parceiros da Red de Agentes ou Banca Partner), se traduz num aumento de 10,9% no ano. O aumento das comissões compensa a queda da margem de juros e conduziu a uma boa evolução da margem bruta. Esta margem bruta, que agrupa a totalidade das receitas, conclui 2025 com uma melhoria de 5% em relação ao mesmo valor de 2024, ultrapassando pela primeira vez os 3.000 milhões de euros, concretamente para 3.047 milhões.

A margem de exploração antes de provisões situa-se nos 1.947 milhões de euros, mais 5,4% do que há um ano, mesmo depois de assumir custos operacionais que cresceram 4,3% em comparação com 2024. No entanto, o maior crescimento das receitas levou a uma melhoria na eficiência, que termina com um excelente rácio de 36,1%.

Destaca-se a importância que está a assumir no banco a aplicação da Inteligência Artificial generativa na melhoria da eficiência dos processos, da produtividade dos colaboradores e da qualidade do serviço prestado aos clientes. Este é um tema que o Bankinter está a promover através do programa AI First, liderado pela CEO, que servirá como um quadro de ação para dinamizar uma adoção eficiente desta tecnologia, alinhada com os objetivos empresariais do Bankinter.

Diversificação geográfica: forte dinâmica na atividade na Irlanda

Entre os diferentes mercados geográficos onde o Bankinter desenvolve a sua atividade, Espanha continua a representar a maior contribuição para a margem bruta, embora os restantes mercados aumentam a sua contribuição a um maior ritmo, tanto Portugal como, especialmente, Irlanda.

Os dados de Espanha confirmam a boa evolução de um negócio rentável e plenamente consolidado, onde o Bankinter ainda conta com um enorme potencial.

A carteira de crédito em Espanha alcançou os 68.000 milhões de euros, com um crescimento anual de 3%, mais acentuado no negócio de empresas. Os recursos de clientes de retalho atingiram os 80.000 milhões de euros, um crescimento de 5%. Destaca-se também o crescimento de 18% dos recursos geridos fora de balanço e ativos sob custódia, para 145.000 milhões de euros.

Os resultados antes de impostos do negócio em Espanha em 2025 foram de 1.283 milhões de euros, um crescimento de 14%.

No que diz respeito a Portugal, o crescimento da carteira de crédito foi de 9%, para 11.000 milhões de euros. Os recursos de clientes de retalho ascenderam a 10.000 milhões de euros no final do ano, um crescimento de 8%. Quanto aos recursos geridos fora de balanço e ativos sob custódia, registaram um crescimento anual de 28%, superior ao de Espanha, atingindo os 11.000 milhões de euros. Os resultados antes de impostos do Bankinter Portugal em 2025 foram de 210 milhões de euros, com um crescimento de 7%. Este negócio atinge um rácio de eficiência de 33%, ainda melhor do que em Espanha.

Por sua vez, embora com volumes de negócio inferiores aos destas duas geografias, a velocidade de crescimento do negócio na Irlanda é muito maior. A carteira de crédito cresceu 23% no ano, para 5.000 milhões de euros. Neste valor, 4.000 milhões de euros são hipotecas, um produto que está a tornar o banco numa referência neste mercado, com uma carteira que cresce 27%. O crédito ao consumo, que compõe o resto da carteira, conta com um crescimento ligeiramente inferior, de 11%. Todas as rubricas da conta de resultados na Irlanda cresceram a um ritmo mais rápido do que nas restantes geografias, com a margem bruta a aumentar 14%. Os resultados antes de impostos foram de 46 milhões de euros, 13% acima de 2024.

Linhas de negócio e segmentos de clientes

Durante 2025, o Bankinter continuou a aumentar os seus volumes de negócio, a diversificação das suas fontes de receitas e, consequentemente, a sua quota de mercado em todos os tipos de produtos, serviços e segmentos de clientes, nos quais o banco compete com uma proposta de valor muito reconhecida e claramente diferenciada.

O negócio de Empresas mantém um crescimento acima da média do setor. A carteira de crédito concluiu o ano nos 36.700 milhões de euros, um aumento de 6% em relação a 2024. O Bankinter continuou a aumentar a sua carteira de crédito a empresas ao longo dos anos, bem como a sua quota de mercado no crédito, que atualmente é de 6,6%. Destaca-se o crescimento da carteira de crédito do negócio internacional de empresas, totalizando 11.000 milhões de euros, mais do dobro do valor de há cinco anos.

No que diz respeito à Banca Comercial, que agrupa o negócio do banco com particulares, o crescimento é igualmente significativo em todos os tipos de produtos e segmentos de clientes.

O património global (contas, depósitos, recursos geridos fora de balanço e ativos sob custódia) gerido com os clientes na Banca Comercial ascende a 154.000 milhões de euros, o que representa quase 21.000 milhões de euros a mais do que há um ano, comprovando a elevada qualidade dos clientes do banco. Destes, 84.000 milhões de euros correspondem ao segmento de Banca Patrimonial, face aos 72.000 milhões de euros de há um ano, e cerca de 71.000 milhões correspondem ao segmento de Banca Retail.

Destaca-se também o crescimento dos recursos geridos fora de balanço, com um valor global que ascendeu a 68.500 milhões de euros, mais 18,8% do que há um ano. Neste volume, assinala-se o crescimento dos fundos de investimento próprios do banco, que foi de 24,3%. Este exercício positivo levou a Bankinter Gestión de Activos a posicionar-se como a segunda gestora de ativos em Espanha, com as maiores entradas líquidas de fundos em 2025. O crescimento dos restantes produtos e veículos de investimento também foi assinalável: os fundos de investimento de outras entidades gestoras cresceram 19,4%; os fundos de pensões e seguros registaram um aumento de 14,5%, a gestão patrimonial e SICAVs subiram 16,8% e o investimento alternativo registou um crescimento de 4,8%.

Vale a pena destacar o desenvolvimento desta última atividade, o investimento alternativo, onde o Bankinter Investment se afirmou como um dos principais intervenientes na Península Ibérica. Até agora, a entidade lançou um total de 31 veículos de investimento em setores tão diversos como energias renováveis, residências estudantis, setor hoteleiro, logística imobiliária, infraestruturas, tecnologia, áreas comerciais, entre outros. O capital comprometido ultrapassa os 5.200 milhões de euros, com mais de 15.300 investidores e uma distribuição acumulada que ultrapassou os 1.500 milhões de euros. No que diz respeito aos ativos sob custódia, o Bankinter conclui 2025 com um volume de 88.000 milhões de euros, composto por uma carteira de 62.000 milhões de euros em valores de renda variável, mais 29% do que há um ano, e 25.000 milhões de euros em custódia de valores de renda fixa.

Quanto ao financiamento hipotecário, a carteira aumentou 5% em comparação com o valor total de há um ano, para 38.300 milhões de euros. Quanto à nova produção, atingiu 6.400 milhões de euros no ano, o que representa mais 10% do que a nova produção hipotecária de 2024. Com estes números, a quota de mercado do Bankinter situa-se nos 5% tanto em Espanha como em Portugal, e sobe para 7% na Irlanda.

Em suma, o Bankinter demonstrou em 2025 a resiliência e a solidez do seu modelo de negócio. Mesmo num ano de queda das taxas, volatilidade geopolítica e concorrência intensa, o Bankinter incrementou volumes, protegeu margens e alcançou uma rentabilidade recorde, demonstrando claramente a qualidade do crescimento e a capacidade do banco para gerar retornos atrativos e criar valor a longo prazo para os seus acionistas.

Sob estas premissas, o Bankinter encara 2026 com a ambição de que o novo ano seja mais um ano recorde em termos de volumes, margem bruta, eficiência, resultados líquidos e rentabilidade.

Nota importante: A informação financeira contida neste documento é elaborada de acordo com as Normas Internacionais de Informação Financeira (“NIIF”). Adicionalmente são incluídas certas Medidas Alternativas de Rendimento (“MAR”), segundo a Definição das Diretrizes sobre Medidas Alternativas de Rendimento, publicadas pela Autoridade Europeia de Valores e Mercado (sigla “ESMA” em inglês) em outubro de 2015 (ESMA/2015/1415). O Bankinter utiliza certas MAR, que não foram auditadas, com o objetivo de que contribuam para uma melhor compreensão da evolução financeira da empresa.

Estas medidas devem ser consideradas como informação adicional e em nenhum caso substituem a informação financeira elaborada sob as NIIF. Igualmente, a forma como o Bankinter define e calcula estas medidas pode diferir de outras medidas similares calculadas por outras empresas e, por isso, podem não ser comparáveis. As Diretrizes ESMA definem as MAR como uma medida financeira do rendimento financeiro passado ou futuro, da situação financeira ou dos fluxos de efetivo, exceto uma medida financeira definida ou detalhada no marco da informação financeira aplicável. Recomenda-se a consulta do respetivo Relatório Financeiro Trimestral em Excel do Bankinter, publicado no site do banco, através do link Accionistas e Inversores/Información Financiera /Informes financieros trimestrales para mais detalhes das MAR utilizadas e conciliação de determinados indicadores