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Alberto Ramos: o futuro da banca passa por criar relações baseadas na proximidade e confiança
09.10.2026
Escrito por: Equipa Comunicação Bankinter Portugal
Alberto Ramos, Country Manager do Bankinter Portugal, foi um dos oradores em destaque na edição de 2026 da Money Conference, que decorreu na quinta-feira, 8 de outubro, no Hotel Farol, em Cascais, e que reuniu alguns dos principais protagonistas da transformação do setor financeiro em Portugal. O Country Manager do Bankinter Portugal participou no painel “Challengers na Banca em Portugal” e defendeu uma visão da banca centrada na construção de relações duradouras, na proximidade ao cliente e na complementaridade entre o digital e o acompanhamento humano.
Ao lado de Francisco Barbeira, CEO do Banco CTT, Luís Castro e Almeida, CEO do BBVA Portugal, Pedro Pimenta, Presidente da Comissão Executiva do ABANCA Portugal, e Ruben Germano, General Manager do Revolut em Portugal, num debate moderado por Nuno Vinha, Diretor Adjunto do Diário de Notícias, Alberto Ramos partilhou a experiência do Bankinter enquanto um dos bancos que mais tem crescido ao longo dos últimos anos no mercado português.
Para o responsável do Bankinter Portugal, o conceito de challenger vai muito além da conquista de quota de mercado. Assenta sobretudo na capacidade de responder de forma diferente às necessidades dos clientes, através de soluções inovadoras, especialização e uma proposta de valor focada no longo prazo. Como salientou durante a discussão, o objetivo não é apenas captar depósitos, mas criar relações sólidas e duradouras, acompanhando os clientes nas diferentes etapas da sua vida.
Esta filosofia tem estado na base da evolução do Bankinter em Portugal. Alberto Ramos revelou que, dez anos após a entrada no mercado nacional, o banco alcançou recentemente a marca de 300 mil clientes e de 33 mil milhões de euros em volume de negócio, mais do que duplicando a base de clientes e triplicando a atividade financeira registada no momento da sua chegada ao país.
Um dos temas centrais do debate foi o papel dos diferentes canais de relacionamento com o cliente. Para Alberto Ramos, a transformação digital veio simplificar muitas das operações do quotidiano, permitindo respostas mais rápidas, cómodas e eficientes. No entanto, recordou que existem momentos em que o contacto humano continua a ser decisivo, nomeadamente quando estão em causa decisões financeiras com maior impacto ou complexidade.
Na sua visão, os clientes distinguem cada vez melhor aquilo que pretendem realizar autonomamente através dos canais digitais daquilo que valorizam discutir presencialmente com especialistas. É precisamente nesse espaço de aconselhamento que a rede comercial assume um papel diferenciador, contribuindo para reforçar a confiança e a qualidade da relação com o banco.
Esta aposta na proximidade é acompanhada por um forte investimento na qualificação das equipas. O Bankinter conta atualmente com cerca de 300 profissionais certificados em consultoria financeira, incluindo 150 colaboradores com certificação europeia EFA (European Financial Advisor), uma competência que permite assegurar elevados níveis de acompanhamento e aconselhamento especializado aos clientes.
O líder do Bankinter Portugal destacou ainda que a existência de uma rede física relevante não é incompatível com elevados níveis de eficiência operacional. Pelo contrário, defendeu que uma presença próxima dos clientes, quando orientada para a criação de valor através do aconselhamento e da especialização, pode coexistir com modelos de gestão altamente eficientes. Nesse sentido, recordou que o banco apresenta atualmente um rácio de eficiência de 32%, posicionando-se entre as instituições mais eficientes do sistema financeiro português.
A reflexão sobre o futuro do setor passou também pelo papel das fintechs e dos novos operadores digitais. Alberto Ramos considerou que o aumento da concorrência é positivo para o mercado e, sobretudo, para os clientes, uma vez que incentiva a inovação, a melhoria dos serviços e uma maior competitividade da oferta disponível.
Ao mesmo tempo, salientou que áreas como a banca de empresas continuam a exigir conhecimento especializado, capacidade de análise de risco e um acompanhamento próximo dos clientes empresariais. Questões como a internacionalização, a gestão financeira ou os processos de sucessão mantêm uma forte componente de aconselhamento humano, onde a experiência e a proximidade continuam a ser fatores decisivos.
A participação do Bankinter Portugal na Money Conference voltou assim a evidenciar a visão da instituição para o futuro da banca: um modelo que combina inovação tecnológica com proximidade, canais digitais com aconselhamento especializado e eficiência operacional com relações de confiança de longo prazo. Num setor em constante transformação, a ambição mantém-se clara: crescer através da capacidade de compreender os clientes, antecipar as suas necessidades e construir com eles relações duradouras.