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Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC)

15.12.2025

Escrito por: Bankinter

A mais recente vaga de candidaturas ao Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC), promovido pelo Banco Português de Fomento (BPF) em parceria com a Estrutura de Missão Recuperar Portugal, sublinha o elevado apetite das empresas portuguesas pelo investimento estratégico.
 
De acordo com os dados divulgados, foram recebidas 5.057 candidaturas, com um montante de investimento proposto de 2,7 mil milhões de euros, quase três vezes a dotação inicialmente prevista de 932 milhões. Este volume reflete uma procura intensa por apoios para modernização, digitalização, inovação e reforço competitivo.
 

Contributos para a competitividade

Este instrumento tem o potencial de transformar a competitividade das empresas portuguesas de várias maneiras. Primeiro, apoia a reindustrialização da economia nacional, incentivando a diversificação da produção, a criação ou expansão de unidades produtivas e a modernização de processos. 
 
Em segundo lugar, promove a adoção de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, especialmente nas PME, o que lhes permite aumentar a eficiência operacional e transformar digitalmente os seus modelos de negócio. 
 
Também fortalece a base industrial nacional de defesa e segurança, ao apoiar projetos com aplicações civis e militares (aplicação dual), ou com certificação tecnológica, internacionalização e investigação. 
 
Finalmente, incentiva o crescimento de start-ups Deep Tech, apoiando empresas tecnologicamente intensivas com componentes de investigação e desenvolvimento, via investimento em capital ou quase capital, e oferecendo ainda programas de aceleração. 
 
Graças a estes apoios, as empresas podem realizar investimentos de longo prazo que seriam difíceis de financiar apenas com meios próprios, reforçando a sua resiliência, capacidade inovadora e competitividade internacional.
 
De acordo com a regulamentação (Portaria n.º 286/2025) e os avisos públicos, são elegíveis para apoio:
 
Despesas em ativos fixos tangíveis e intangíveis (máquinas, edifícios, software, patentes); 
Custos de investigação e desenvolvimento (I&D), incluindo pessoal, equipamentos, consultoria, patentes, deslocações, participação em feiras, entre outros; 
Custos de qualificação, consultoria e internacionalização, nos projetos de defesa e segurança; 
Para a linha “IA nas PME”: aquisição de software (SaaS), equipamentos para a utilização das tecnologias IA, contratação de técnicos, consultoria e formação.
 
As taxas de apoio diferem por linha:
 
Linha “Reindustrializar”: para investimento produtivo, entre 30% e 40%, dependendo do porte da empresa e da região; para investigação e desenvolvimento, até 80%,
Linha “Economia de Defesa e Segurança”: para investimento produtivo, até 60% (segundo dimensão/região) e para I&D até 80%;
Linha “IA nas PME”: financiamento não reembolsável a 75%, até um limite de 300.000€, ao abrigo da regra de minimis;
Linha Deep Tech: via co-investimento em capital/quase capital, com ticket até 750 000 €, desde que haja co-investidor privado. 
 

O papel do Bankinter

Para que muitas destas candidaturas se concretizem, a mobilização da banca comercial será essencial, pois o BPF prevê uma Garantia BPF-IFIC para capitais alheios, o que reduz o risco para os bancos e facilita o acesso a crédito para as empresas.
 
O Bankinter, como instituição financeira competitiva e inovadora, pode ser um parceiro crucial neste processo, através de:
 
1. Financiamento adaptado: aproveitando a garantia BPF-IFIC para conceder empréstimos mais competitivos e de longo prazo.
2. Apoio técnico: ajudando as empresas a desenhar a estrutura financeira do projeto, a preparar a candidatura ao IFIC e a cumprir os requisitos de elegibilidade.
3. Acompanhamento contínuo: monitorização da execução dos projetos e interação com a banca pública para garantir que os investimentos correspondem aos termos contratualizados.
 
Desta forma, o IFIC não só reforça a competitividade das empresas por meio de apoios diretos, mas também é um estímulo para uma maior cooperação entre instituições públicas e privadas. O Bankinter é assim um parceiro de relevância, no sentido de transformar esta oportunidade pública em crescimento real e sustentável para o tecido empresarial português.