ANÁLISE DE MERCADOS FINANCEIROS

Estratégia de Investimento Trimestral
Com as informações de mercados e produtos elaboradas pelos nossos Analistas, terá ao seu dispor as ferramentas de análise e informação imprescindível.

Recessão iminente ou final do ciclo? Estabilização sem estímulos.

Pensamos que as bolsas foram excessivamente castigadas em termos gerais, embora seja arriscado defendê-lo. Apesar disso, revemos em baixa as nossas avaliações das principais bolsas por 2 razões: (i) os riscos aumentaram, pelo que os prémios para investir em ativos de risco devem ser superiores, e (ii) os resultados esperados foram revistos em baixa. Apesar disso e como consequência da forte queda sofrida pelas bolsas desde outubro, obtemos umas avaliações que ainda oferecem potenciais positivos, mas que apenas são suficientemente atrativos no caso do S&P500. Estimamos 3.051 pontos para este índice (potencial aprox. +22%) e 3.343 para o EuroStoxx-50 (ídem +11%). Nos últimos 10 anos - desde a crise financeira – não se verificaram quedas generalizadas das bolsas em 2 anos consecutivos, pelo que a probabilidade de que 2019 seja tão mau como 2018 é muito baixa.

Recomendamos concentrar as carteiras em Estados Unidos, Índia e Brasil, assim como em obrigações americanas, sempre que os juros do T-Note se situem em torno a 3%. Consideramos que a recente apreciação do dólar é uma anomalia e estimamos que irá regressar a 1,15/€ quando a Fed adotar uma mensagem mais “dovish” - algo que não deverá demorar a acontecer (1T 2019?) -  e o mercado assuma que na Europa, tanto a política como os défices (ambos intimamente relacionados) não só não se deterioram mais, como até melhoram um pouco. Passamos de uma expansão sincronizada para uma desaceleração assimétrica, pelo que o nosso posicionamento também deverá sê-lo. Por isso recomendamos posicionar-se corretamente e esperar, embora os retornos possam não ser imediatos. Este contexto requere paciência. A rentabilidade sem risco já não existe na prática como alternativa. Há que elevar a perspetiva. Não há mais remédio. Trata-se de ajustar as expetativas a um final de ciclo talvez muito extenso, mas não a uma recessão.

Data de publicação do relatório: 08/01/2019