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Criptomoedas: saiba o que são e quais os riscos associados

01.02.2022

Escrito por: Ideias que Contam

Alguns acontecimentos recentes semearam o interesse em relação às criptomoedas. Desde que o multimilionário Elon Musk referiu, em meados de julho de 2020, que tanto ele como as suas empresas (Tesla e SpaceX), detinham criptomoeda nos patrimónios financeiros, o valor da bitcoin – a primeira criptomoeda criada, no ano de 2009 – cresceu exponencialmente em menos de 24 horas, sendo que milhares de investidores em todo o mundo se apressaram a apostar neste ativo.

A pandemia foi outro dos fatores que acelerou e incrementou o interesse pelas novas moedas digitais e que se explica pelo facto de grande parte da população estar fechada em casa – e com acesso permanente a meios digitais. O facto é que a procura por soluções de investimento menos tradicionais, onde os criptoativos se inserem, disparou.
Mas afinal o que são as criptomoedas e por que razão podem ser tão controversas? É o que lhe explicamos neste vídeo.

 

 

Riscos associados

A pouca literacia financeira sobre esta temática é, na realidade, o que aumenta a desconfiança por parte dos investidores e o que potencia, por consequência, o risco de os investidores serem envolvidos em esquemas fraudulentos.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), alertou para os riscos que, se forem do conhecimento de todos, podem evitar muitos problemas:

Elevada volatilidade: o valor de um criptoativo é propenso a variações de preço súbitas e amplas;

Risco de liquidez: os investidores podem não conseguir vender os criptoativos que adquiriram, por não existirem compradores interessados ou canais adequados para o fazer;

Risco de perda parcial ou da totalidade dos montantes investidos: o capital investido não está garantido, os riscos associados ao investimento poderão não estar referidos na documentação publicada pelo emitente do criptoativo e podem não se tratar de instrumentos supervisionados;

Risco de a informação disponibilizada ser insuficiente: a informação disponibilizada aos investidores pode ser omissa, inexata, incompleta e pouco clara, exigindo das pessoas que pretendem adquiri-los um conhecimento técnico elevado para conseguirem entender as características dos criptoativos;

Risco de fraude: o emitente do criptoativo tem muitas vezes mais informação do que o investidor sobre os seus riscos e funcionamento; a complexidade inerente aos criptoativos dificulta a capacidade de os investidores entenderem o seu funcionamento e propósito;

Inexistência de regulamentação específica para a proteção dos investidores dos criptoativos que não sejam valores mobiliários: é necessário analisar cada caso para se determinar se os criptoativos estão ou não abrangidos pela regulamentação aplicável ao mercado de valores mobiliários e se são ou não supervisionados;

A maioria dos agentes que comercializam criptoativos não se encontra sedeada em Portugal: a resolução de conflitos poderá estar fora da competência das autoridades nacionais, o que pode desproteger os investidores nacionais;

Risco na formação do preço dos criptoativos: a formação do preço não é, em muitos casos, transparente, não sendo conhecidos nem cognoscíveis os seus pressupostos, pelo que pode não corresponder ao valor real de mercado desse criptoativo;

Risco de branqueamento de capitais e financiamento de atividades ilícitas: devido ao anonimato associado aos criptoativos, poderá existir uma ocultação da origem e destino dos fundos investidos;

Risco de experimentação ou de inovação: com frequência, os projetos financiados através da emissão de ativos virtuais (ICO na sigla inglesa) estão numa fase inicial, de implementação ou de desenvolvimento ou os modelos de negócio são ainda experimentais.

Risco de perda do código de acesso aos criptoativos: a perda do código de acesso poderá impossibilitar a movimentação definitiva do investimento nos criptoativos.

 

Se pretende aumentar o seu conhecimento sobre este tema, saiba mais em:
- Banco de Portugal: Criptoativos, Stablecoins e Euro Digital? Descubra as diferenças
- Banco de Portugal: Criptomoedas – O que ter em conta
- CMVM: Perguntas e Respostas sobre Criptoativos destinadas aos Investidores

 

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